GOBIERNO DE PAKISTÁN - Arquivo
MADRI, 17 ago. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, se comprometeu nesta segunda-feira a desempenhar um “papel construtivo” ao lado da Arábia Saudita e da Turquia para garantir sua defesa após a assinatura do Acordo Conjunto de Defesa de Meca, com o qual buscam ações conjuntas mais eficazes diante de possíveis tensões no Oriente Médio.
“Profundamente grato pelas gentis palavras de apoio do presidente Donald Trump sobre a assinatura do Acordo Conjunto de Defesa de Meca. Juntamente com a Arábia Saudita e a Turquia, o Paquistão continuará desempenhando um papel construtivo para garantir a defesa de nossos países, bem como de toda a região”, destacou ele, de acordo com um comunicado divulgado nas redes sociais.
Nesse sentido, ele elogiou as ações de Trump por sua “liderança”, que descreveu como “corajosa e decisiva”, e destacou que o magnata nova-iorquino “ajudou a evitar uma catástrofe nuclear no sul da Ásia e contribuiu para salvar milhões de vidas”.
“A paz duradoura é o pré-requisito mais essencial para um futuro brilhante e próspero para nossos povos”, afirmou ele em relação a um pacto assinado entre as partes no último dia 7 de agosto e que foi descrito pelo próprio Trump como algo “grande”.
O acordo surge após Riad e Islamabad terem assinado, no ano passado, um acordo de defesa que previa uma possível dissuasão conjunta. Já na época, o ministro da Defesa do Paquistão, Jawaja Asif, não descartava a inclusão de um terceiro país na fórmula.
Com esse pacto histórico, os três países buscam fortalecer sua cooperação em matéria de defesa no contexto da guerra no Oriente Médio, que afetou o território saudita e interrompeu o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, fundamental para o transporte de petróleo na região.
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