Publicado 11/06/2026 06:05

O Paquistão apela aos EUA e ao Irã para que respeitem o cessar-fogo e "dêem mais espaço" à diplomacia

Islamabad afirma que continua seus esforços de mediação, “guiado pelo espírito de paz e diplomacia”

Archivo - Arquivo - RÚSSIA, MOSCOU - 18 DE NOVEMBRO DE 2025: O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Muhammad Ishaq Dar, é visto durante uma reunião com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov
Europa Press/Contacto/Artyom Geodakyan - Arquivo

MADRID, 11 jun. (EUROPA PRESS) -

O governo do Paquistão manifestou nesta quinta-feira sua "profunda preocupação" com as trocas de ataques entre os Estados Unidos e o Irã e exortou as partes a voltarem a respeitar o cessar-fogo acordado em 8 de abril com a mediação de Islamabad e a retomar o processo de negociações para alcançar um acordo de paz.

"O Paquistão está profundamente preocupado com a situação na região, marcada pela recente escalada. Pedimos às partes que respeitem o acordo alcançado sobre o cessar-fogo e que ampliem o espaço para o diálogo e a diplomacia”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Tahir Andrabi.

“Consideramos que a diplomacia e o diálogo devem ser os princípios orientadores para alcançar uma solução negociada para todas as questões controversas”, explicou ele em coletiva de imprensa, antes de insistir que os esforços de mediação de Islamabad "buscam pôr fim às hostilidades, salvar vidas e dar uma oportunidade à paz".

Nesse sentido, ele enfatizou que “o Paquistão e seus parceiros, países da região e além, continuam realizando esforços diplomáticos construtivos para apoiar uma redução da tensão, um cessar-fogo e uma maior estabilidade na região”. “Nossos esforços nesse sentido continuam, guiados pelo espírito de paz e diplomacia”, concluiu.

As palavras de Andrabi vieram após um segundo dia consecutivo de ataques cruzados na região entre Washington e Teerã, na medida em que, na véspera, a Guarda Revolucionária reivindicou o lançamento de uma onda de ataques com drones contra bases americanas localizadas no Bahrein e em outros pontos do Oriente Médio, em uma ação que qualificou de “retaliação” pelas agressões perpetradas pelos Estados Unidos contra diversos enclaves da República Islâmica.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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