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MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Paquistão, país que atuou como principal mediador entre os Estados Unidos e o Irã no acordo preliminar para a cessação das hostilidades, manifestaram nesta quarta-feira sua “preocupação” com o recrudescimento das tensões bélicas entre Washington e Teerã, insistindo que um novo conflito em grande escala “não beneficia ninguém” e ressaltando que não há “alternativa” ao “diálogo e à diplomacia”.
“O Paquistão expressa sua profunda preocupação com a escalada das tensões na região. Um novo conflito não beneficia ninguém. O Paquistão apela a todas as partes para que ajam com moderação e se abstenham de realizar ações que possam minar ainda mais a paz e a estabilidade regionais”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão em um comunicado sobre o aumento das tensões decorrentes dos ataques a navios no Estreito de Ormuz e a subsequente resposta militar dos Estados Unidos, em meio a acusações mútuas de descumprimento do acordo.
Dessa forma, Islamabad reiterou que o único caminho passa pela resolução da crise pela via diplomática. “Não há alternativa ao compromisso contínuo, ao diálogo e à diplomacia para alcançar o objetivo comum da paz na região”, afirmou.
A diplomacia paquistanesa, juntamente com o Catar, a grande artífice do acordo preliminar assinado em meados de junho para interromper a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, insistiu que as partes “cumpram seus respectivos compromissos nos termos do Memorando de Entendimento (MoU) de Islamabad”.
Dessa forma, ele enfatizou que “isso continua sendo uma base duradoura para o entendimento, o respeito mútuo e a prosperidade compartilhada na região e além dela”. Ao mesmo tempo, reiterou a disposição de atuar como mediador entre as partes para alcançar os objetivos mencionados.
Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou dúvidas quanto à possibilidade de chegar a um acordo com o Irã, embora tenha enfatizado que, sob nenhuma circunstância, Teerã terá permissão para adquirir armas nucleares. “Eu os conheço e não tenho certeza se quero chegar a um acordo com eles. Podemos entrar nesses jogos, mas não tenho certeza se quero fazer um acordo”, disse ele no auge das tensões com a República Islâmica, após a troca de ataques nesta madrugada e depois de alertar sobre possíveis novos bombardeios.
Os últimos bombardeios dos EUA contra o Irã são descritos por Washington como uma resposta aos ataques contra vários navios no Estreito de Ormuz, onde o Irã exige que a navegação seja coordenada com Teerã.
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