Publicado 11/08/2026 10:18

O Paquistão afirma que os EUA e o Irã estão próximos de “algum tipo de acordo”, apesar da retórica beligerante de Trump

10 de agosto de 2026, Washington, Distrito de Columbia, EUA: O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, ouve atentamente antes de assinar um decreto que reavalia as vacinas infantis no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 10 de ago
Europa Press/Contacto/Bonnie Cash - Pool via CNP

MADRID 11 ago. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, afirmou nesta terça-feira que Washington e Teerã estão próximos de “algum tipo de acordo”, em contraste com as mensagens que as duas partes vêm divulgando nas últimas semanas, incluindo uma retórica cada vez mais beligerante por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“As coisas estão novamente se configurando a favor de um acordo de paz. Os sinais dos últimos dois ou três dias indicam que estamos próximos de chegar a algum tipo de acordo”, afirmou o ministro da Defesa em declarações à agência Bloomberg.

Essa possibilidade de um acordo iminente entre os Estados Unidos e o Irã para normalizar a situação no Estreito de Ormuz, apontada pelas autoridades do Paquistão, que atuam como mediadoras, surge depois que, na véspera, Trump exigiu que o Irã pagasse indenizações por “todas as pessoas que matou”.

Trump respondia assim às reivindicações do Irã de receber uma compensação financeira dos Estados Unidos por ter descumprido o acordo de entendimento, agora vencido, que as partes aceitaram em junho.

Enquanto isso, o impasse entre as partes continua. Trump sugeriu que poderia mudar de estratégia e sufocar ainda um pouco mais a economia já abalada do Irã, em vez de lançar novos ataques aéreos para pressionar pela reabertura do Estreito de Ormuz — algo que Teerã só considera se Washington cessar os bloqueios sobre seus portos e liberar os ativos congelados em bancos estrangeiros.

Entre as condições do Irã está, é claro, o fim dos ataques em seu território, mas também dos bombardeios que o Exército israelense vem realizando no sul do Líbano — ponto que constava nesse acordo de entendimento, já considerado papel molhado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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