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MADRID 21 jun. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Presidência do Panamá, Juan Carlos Orillac, anunciou a suspensão das garantias constitucionais e um "estado de emergência" por cinco dias na província caribenha de Bocas del Toro, que faz fronteira com a Costa Rica, diante dos protestos na região que levaram a saques a lojas e bloqueios de estradas, agitação desencadeada em resposta à reforma previdenciária aprovada em março.
"Diante da ruptura da ordem e dos atos sistemáticos de violência, o Estado manterá seu mandato constitucional de garantir a paz, a ordem e o respeito aos direitos fundamentais da maioria dos panamenhos. É por isso que o Governo Nacional decidiu declarar emergência e suspender as garantias constitucionais em todo o território da província de Bocas del Toro por um período de cinco dias, a fim de restabelecer a paz e a ordem", disse Orillac em uma coletiva de imprensa.
Já ontem, o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, alertou sobre uma reunião para considerar "tomar medidas constitucionais" na província, onde foram registrados ataques a prédios públicos, empresas e até mesmo ao aeroporto da região.
Os protestos começaram em abril e o governo decretou estado de emergência em 27 de maio. A polícia panamenha também implementou a Operação Ômega, com o envio de 1.500 soldados, para lidar com essa onda de protestos, cujo objetivo é "garantir a livre circulação e a segurança dos cidadãos", especialmente em vista do bloqueio de estradas com árvores pelos manifestantes.
Nesta semana, o governo aprovou uma lei para melhorar as condições dos trabalhadores da indústria da banana, graças à qual conseguiu pôr fim a alguns bloqueios. No entanto, outros setores, como educadores e grupos indígenas, lideraram esses novos protestos e voltaram a tomar as ruas da região, segundo o jornal 'El Siglo'.
"Os ministros do Comércio e Indústria e do Trabalho têm dialogado com os trabalhadores e representantes sindicais do setor de bananas há aproximadamente três semanas, assumindo o compromisso de apresentar um projeto de lei proposto pelo setor com a condição de que as estradas sejam totalmente reabertas", disse o ministro da Presidência.
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