Publicado 29/04/2026 05:13

O Panamá reafirma a "neutralidade" do Canal do Panamá e pede que se "preserve a estabilidade" no tráfego marítimo

Archivo - Arquivo - O Canal do Panamá em uma imagem de arquivo
Europa Press - Arquivo

MADRID 29 abr. (EUROPA PRESS) -

O Governo do Panamá reafirmou a “neutralidade” do Canal do Panamá diante das recentes tensões entre Washington e Pequim e a “necessidade de preservar a estabilidade” nas rotas de tráfego marítimo, em meio às restrições no Estreito de Ormuz decorrentes da ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O ministro das Relações Exteriores do Panamá, Javier Martínez-Acha, destacou durante uma conversa com seu homólogo de Israel, Gideon Saar, “a importância da neutralidade do Canal do Panamá como pilar do comércio global, bem como o papel estratégico do país como centro logístico internacional”, segundo um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores do Panamá.

Além disso, destacou “a necessidade de preservar a estabilidade em rotas-chave para o tráfego marítimo e energético”, ao mesmo tempo em que manifestou sua “preocupação” com a situação no Oriente Médio, “reiterando seu compromisso com a paz, o Direito Internacional e a busca de soluções pacíficas no âmbito das Nações Unidas”.

“Ambas as partes concordaram em fortalecer a relação bilateral e dar continuidade à cooperação técnica em áreas como gestão de recursos hídricos e agricultura”, assinalou, ao mesmo tempo em que enfatizou que “o Panamá reitera sua vocação para o diálogo, seu apego ao multilateralismo e seu compromisso com a estabilidade e a segurança internacionais”.

Apenas algumas horas antes, os Estados Unidos e outros cinco países americanos — Bolívia, Costa Rica, Guiana, Paraguai e Trinidad e Tobago — acusaram a China de “politizar o comércio marítimo” com uma “pressão econômica seletiva” manifestada por meio de ações que, segundo os signatários, “afetaram os navios com bandeira panamenha” recentemente.

“O Panamá é um pilar do nosso sistema de comércio marítimo e, como tal, deve permanecer livre de qualquer pressão externa indevida. Toda tentativa de minar a soberania do Panamá representa uma ameaça para todos”, afirmaram, após a controvérsia surgida pelas retenções de navios com bandeira panamenha em portos da China.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, relacionou esses eventos com a decisão da Suprema Corte do Panamá de não prorrogar as concessões das terminais portuárias de Balboa e Cristóbal à empresa chinesa CK Hutchison, após o que as autoridades do país centro-americano assumiram o controle das mesmas, em resposta a solicitações nesse sentido vindas de Washington.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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