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MADRID, 1 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo do Panamá decidiu nesta segunda-feira prorrogar por mais trs dias, até quinta-feira, 3 de abril, o salvo-conduto concedido ao ex-presidente panamenho Ricardo Martinelli (2009-2014) para viajar Nicarágua, país onde recebeu asilo político, que deveria expirar meia-noite de hoje.
"Levando em conta circunstncias imprevistas e a necessidade de ter um período de tempo razoável para realizar a transferncia, o Governo Nacional decidiu estender a validade do salvo-conduto por mais 72 horas, até o final da quinta-feira, 3 de abril de 2025", anunciou o Ministério das Relaes Exteriores do Panamá em um comunicado.
Essa deciso foi tomada depois que o governo da Nicarágua anunciou que no receberá Martinelli, refugiado desde fevereiro de 2024 na embaixada nicaraguense no Panamá após ser condenado por corrupo, até que seja esclarecido um possível alerta da Interpol contra ele.
As autoridades de Manágua também acusaram a Cidade do Panamá de ter solicitado tais alertas contra o ex-presidente, embora o Executivo de José Raúl Mulino tenha assegurado na segunda-feira que "nenhum alerta vermelho da Interpol" poderia impedir sua transferncia.
"Informamos s autoridades panamenhas que, até que resolvam essa incongruncia, no podemos, como autoridades de um Estado responsável e humanista, aceitar o que consideramos uma emboscada, tanto contra o ex-presidente (...), que seria exposto a aes agressivas, quanto contra o próprio governo nicaraguense, que pretende gerar um conflito internacional que no nos interessa, nem nos diz respeito, nem nos pertence", disseram em uma declarao publicada pelo portal de notícias El 19 Digital.
Nesse sentido, a Suprema Corte do Panamá "declarou que no tem objees" extenso do salvo-conduto, fato que foi "oficialmente comunicado ao governo da Nicarágua, dentro da estrutura de respeito mútuo e cooperao entre os Estados", de acordo com o ministério.
O governo panamenho concedeu salvo-conduto "por razes estritamente humanitárias" a Martinelli - condenado por lavagem de dinheiro - com um período de validade no prorrogável que terminou meia-noite de 31 de maro. Depois disso, o ex-presidente denunciou que as foras de segurana panamenhas haviam cercado o prédio da Embaixada da Nicarágua, de onde ele havia solicitado asilo "por se considerar perseguido por motivos políticos".
O ex-presidente do Panamá entre 2009 e 2014 também foi condenado a pagar uma multa de US$ 19,2 milhes - 17 milhes de euros - e suas aspiraes de voltar a governar o país foram frustradas quando ele foi desqualificado pela Constituio. Ele ainda tem outro julgamento pendente por suposto suborno da empresa de construo Odebrecht.
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