PRESIDENTE DE PANAMÁ, JOSÉ MULINO, EN X
MADRID 9 jul. (EUROPA PRESS) -
Os governos do Panamá e de Gibraltar aplaudiram na quarta-feira a decisão do Parlamento Europeu de retirá-los da lista da UE de países terceiros e territórios de alto risco com deficiências em seus regimes de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.
O Ministro do Comércio, Justiça e Indústria de Gibraltar, Nigel Feetham, disse que a decisão "demonstra o trabalho que vem sendo feito" para colocar Gibraltar "na vanguarda da luta contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo".
"No entanto, nosso trabalho não termina aqui. Não vamos descansar sobre nossos louros. Continuaremos a melhorar e temos o compromisso de manter os mais altos padrões internacionais e de trabalhar de forma construtiva com nossos parceiros europeus e internacionais", disse ele em um comunicado emitido pelo governo de Gibraltar.
O Ministério das Relações Exteriores do Panamá disse em um comunicado que a medida - tomada após "progresso técnico significativo" do Panamá - "faz justiça à reputação do país e abre as portas para o investimento estrangeiro direto da Europa".
O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, também agradeceu àqueles que trabalharam para tirar o Panamá da lista. "Agora, vamos continuar trabalhando pelo Panamá e continuar a melhorar seu bom nome no mundo", disse ele em uma mensagem publicada nas redes sociais.
A inclusão na "lista negra" não implica sanções contra os países da lista, embora obrigue os bancos europeus a reforçar os controles sobre operações que envolvam clientes ou entidades dos países da lista.
Ela leva em conta as informações fornecidas pelo Grupo de Ação Financeira sobre Lavagem de Dinheiro (GAFI) sobre os países aos quais deve ser aplicada uma "vigilância reforçada", mas a UE acrescenta outros países com base em seus próprios critérios.
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