Publicado 21/07/2026 18:30

O Panamá convoca seu embaixador na Nicarágua para consultas após as declarações de Ortega sobre as eleições

O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, discursa durante uma coletiva de imprensa no Palácio Nacional. O presidente Mulino está em visita oficial ao México para realizar conversações bilaterais com foco na cooperação econômica regional, migração e comér
Europa Press/Contacto/Luis Barron

MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -

O governo do Panamá convocou seu embaixador na Nicarágua, Eddy Davis Rodríguez, para consultas, após as recentes declarações do presidente nicaraguense, Daniel Ortega, que representam uma “grave ofensa” aos “princípios, valores e direitos” de sua sociedade.

“O voto constitui o principal mecanismo por meio do qual os cidadãos expressam livremente sua vontade. Suprimir esse direito fundamental representa uma grave ofensa aos princípios, valores e direitos que sustentam nossas sociedades”, destacou o Ministério das Relações Exteriores do Panamá em um comunicado.

Além disso, reafirmou “seu compromisso com a democracia, o respeito à ordem constitucional, as liberdades fundamentais, o pluralismo político e a decisão soberana dos povos”. “O respeito à vontade popular, expressa por meio de eleições livres, periódicas, transparentes e competitivas, é uma condição essencial para a vigência da democracia”, acrescentou.

No entanto, o Ministério das Relações Exteriores fez um apelo para que “se respeitem os direitos civis e políticos, se preserve a via eleitoral e se garantam as condições necessárias para que todas as vozes possam participar livremente da vida pública do país”.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta mesma terça-feira que as declarações do presidente Ortega “revelam sua verdadeira natureza autoritária” e instou a comunidade internacional a agir.

O presidente nicaraguense afirmou na véspera que não haverá mais eleições no país — que ele governa desde 2007 — e acusou a oposição de querer enriquecer às custas do setor público, indicando ainda que promoverá leis para consolidar sua permanência no poder.

“É preciso fazer com que as leis erguam uma barreira, um bloqueio contra os golpistas, contra os traidores da pátria”, disse o também secretário-geral da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), em alusão à oposição, por ocasião de um discurso pelo 47º aniversário da vitória da Revolução Sandinista.

O ex-guerrilheiro — que conseguiu derrubar a ditadura da família Somoza e assumiu o poder em 1979, seguindo o exemplo da guerrilha cubana — governa o país centro-americano desde que assumiu o governo pela segunda vez, em 2007.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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