Publicado 01/04/2025 09:54

Palestina pede Hungria "esclarecimento oficial" sobre a viagem de Netanyahu a Budapeste

Ele critica o fato de que o primeiro-ministro israelense vai viajar apesar do mandado de priso emitido pelo TPI.

Archivo - Arquivo - Primeiro-ministro palestino Mohamad Mustafa na cidade de Ramallah, na Cisjordnia (arquivo)
Hannes P. Albert/dpa - Arquivo

MADRID, 1 abr. (EUROPA PRESS) -

O governo palestino exigiu nesta tera-feira "esclarecimentos oficiais" das autoridades húngaras sobre a próxima visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ao país europeu, depois que Budapeste garantiu que no executaria o mandado de priso emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o presidente por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade no mbito da ofensiva contra a Faixa de Gaza.

O Ministério das Relaes Exteriores da Palestina explicou em um comunicado publicado em sua conta na rede social X que o embaixador palestino na Hungria, Fadi al-Huseini, se reuniu durante o dia com o diretor-geral do Departamento para o Oriente Médio e Norte da África do Ministério das Relaes Exteriores da Hungria, Janos Laszowka, para buscar "esclarecimentos" sobre a "posio húngara" diante da visita de Netanyahu.

Ele enfatizou que a visita "ocorrerá apesar da ampla rejeio internacional, especialmente após a emisso de um mandado de priso para Netanyahu pelo TPI", antes de revelar que al-Huseini disse a Budapeste que o primeiro-ministro israelense "é diretamente responsável pela morte de dezenas de milhares de palestinos e pelo ferimento de mais de 120.000, a maioria deles crianas, mulheres e idosos".

O embaixador palestino na Hungria também denunciou "a destruio deliberada da infraestrutura e das instalaes civis" e enfatizou que tudo isso "exige esclarecimentos oficiais da Hungria". Posteriormente, ele realizou reunies com outros embaixadores e representantes da sociedade civil para "apresentar a posio palestina" sobre a viagem de Netanyahu.

O governo húngaro confirmou na segunda-feira que Netanyahu iniciará uma visita oficial amanh, que durará até domingo, 6 de abril, depois que o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, convidou publicamente o primeiro-ministro israelense a fazer a visita, apesar da ordem do TPI.

Tanto Orbán quanto Netanyahu questionaram o papel do TPI, embora a Hungria, como signatária do Estatuto de Roma, seja obrigada a cumprir todas as ordens emitidas por Haia. As questes no resolvidas incluem a possível transferncia da embaixada húngara de Tel Aviv para Jerusalém, o que seria mais uma ruptura de Budapeste com a doutrina da UE.

A esse respeito, o porta-voz de relaes exteriores da UE, Anouar el Anouni, lembrou na segunda-feira a Hungria de seu compromisso com a execuo dos mandados de priso do TPI e destacou o apoio do bloco ao tribunal. "A UE respeita a independncia e a imparcialidade do Tribunal, e estamos firmemente comprometidos com a justia criminal internacional e a luta contra a impunidade", disse ele.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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