Publicado 20/08/2026 12:22

Países europeus se unem em apoio ao TPI após as sanções dos EUA: “Ele deve poder cumprir seu mandato sem pressões”

A Bélgica defende que a UE aplique o mecanismo para anular as sanções de Washington

Archivo - Arquivo - 1º de dezembro de 2025, Haia, Holanda do Sul, Países Baixos: A presidente do Tribunal Penal Internacional, a juíza TOMOKO AKANE, conversa com um colega antes da abertura da 24ª Sessão da Assembleia dos Estados. Em 1º de dezembro de 202
Europa Press/Contacto/James Petermeier - Arquivo

MADRID, 20 ago. (EUROPA PRESS) -

Países europeus se uniram em apoio ao Tribunal Penal Internacional (TPI), defendendo sua independência e ressaltando que ele deve continuar seu trabalho sem “pressões” nem “intimidações”, após as sanções impostas pelos Estados Unidos contra a presidente, Tomoko Akane, e um advogado do Ministério Público, no âmbito da cruzada declarada por Washington contra o órgão.

Em uma mensagem nas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores da Holanda, Tom Berendsen, manifestou seu firme apoio ao TPI, ressaltando que este realiza um “trabalho vital para a justiça internacional”. Após uma conversa por telefone com Akane, ele destacou sua “liderança” e valorizou a “estreita cooperação” que mantém com as autoridades holandesas.

Por sua vez, a Alemanha, por meio do Ministério das Relações Exteriores, manifestou seu apoio ao TPI e ao Direito Penal Internacional. “Ao fazer isso, também tiramos lições da história da Alemanha”, afirmou, garantindo que o tribunal com sede em Haia contribui “para um mundo mais seguro e justo”.

“Ele ajuda a combater a impunidade e fortalece os direitos das vítimas. É de vital importância defender o tribunal e salvaguardar sua independência”, resumiu a diplomacia alemã.

O ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prevot, afirmou que Bruxelas “condena” todas as sanções dirigidas contra o TPI, ressaltando que as medidas “minam a independência e a imparcialidade do tribunal e enfraquecem a luta global contra a impunidade”.

“O TPI deve poder cumprir seu mandato livremente, sem intimidação nem pressões políticas. Isso não tem a ver com a defesa da soberania nacional. Pelo contrário, a soberania também implica a responsabilidade de respeitar os princípios fundamentais do direito internacional”, ressaltou ele, demonstrando seu apoio ao TPI e defendendo que a UE aplique o Estatuto de Bloqueio, o mecanismo pelo qual pode anular sanções internacionais.

Enquanto isso, a Irlanda, por meio de um comunicado do Ministério das Relações Exteriores, declarou que “lamenta profundamente” as últimas sanções adotadas por Washington, ressaltando que as medidas contra o tribunal com sede em Haia “servem apenas para prejudicar as vítimas mais vulneráveis que buscam justiça”.

Na mesma linha, a Finlândia lamentou as novas sanções americanas e afirmou que o órgão “deve poder cumprir seu mandato judicial sem restrições”.

Para a Espanha, as sanções impostas pelos Estados Unidos constituem “um ataque flagrante” à independência do tribunal, ressaltando que o mandato do tribunal é conferido pelos Estados-membros que ratificaram o Estatuto de Roma.

Por parte da Noruega, o ministro das Relações Exteriores, Espen Barth Eide, destacou que o país “desaprova veementemente” as sanções dos Estados Unidos contra funcionários do TPI. “Atacar indivíduos por cumprirem seus deveres legalmente estabelecidos prejudica a integridade e a independência do sistema de justiça internacional”, denunciou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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