Europa Press/Contacto/Louis Lemaire-Sicre
MADRID 2 jul. (EUROPA PRESS) -
Países europeus expressaram nesta quinta-feira sua condenação à onda de ataques do Exército russo contra a capital da Ucrânia, Kiev, que deixou pelo menos treze mortos e mais de 90 feridos, em um dos ataques mais intensos nos mais de quatro anos de guerra.
Em uma mensagem nas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, ressaltou sua condenação “com a máxima firmeza” ao novo ataque russo. “Manifesto minha total solidariedade ao povo ucraniano, vítima de uma violência inaceitável. A Rússia deve pôr fim a essas agressões e agir como um ator responsável da comunidade internacional”, afirmou, ressaltando que o governo italiano “continuará apoiando Kiev com determinação”, até que se alcance uma paz “justa e duradoura”.
Por parte da Espanha, o ministro das Relações Exteriores, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares, condenou a onda de ataques. “Apoiamos a Ucrânia em sua liberdade e independência”, afirmou.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Estônia, Margus Tsahkna, denunciou que o ataque russo deixa uma “capital europeia em chamas” com “civis assassinados”. Algo que ele atribuiu ao fato de que “o Kremlin continua se recusando a renunciar às suas ambições imperiais”.
“Para mudar essa situação, a Ucrânia precisa dos meios militares necessários para defender sua população, enquanto a pressão sobre a Rússia deve continuar aumentando até que a agressão se torne impossível de ser mantida”, ressaltou.
Na mesma linha, a ministra das Relações Exteriores da Letônia, Baiba Braze, demonstrou solidariedade com Kiev diante do ataque “bárbaro” da Rússia. “É preciso obrigar a Rússia a aceitar a paz por meio da máxima pressão, incluindo sanções, e de um apoio contínuo à Ucrânia”, defendeu.
Por parte da Alemanha, o diretor do Ministério das Relações Exteriores para a Europa Oriental, Niklas Wagner, condenou os “ataques brutais” contra civis por parte da Rússia. “Não demonstra nenhuma vontade de negociar”, denunciou ele sobre Moscou, insistindo que a cúpula da OTAN da próxima semana “demonstrará” a unidade em torno da Ucrânia.
Pelo menos treze pessoas morreram em decorrência da onda de ataques realizada na madrugada desta quinta-feira pelo Exército russo contra a capital da Ucrânia, embora tenha deixado cerca de 90 feridos, pelo que o número de vítimas pode aumentar nas próximas horas.
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