Europa Press/Contacto/Peter Kovalev - Arquivo
MADRID 21 ago. (EUROPA PRESS) -
Os dez países membros da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América-Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP) condenaram nesta quarta-feira a "nefasta perseguição" das autoridades norte-americanas contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro, a quem acusam de ser narcotraficante, e rejeitaram o envio de navios de guerra por Washington para as águas do Caribe, perto de Caracas e Bogotá.
Em um extenso comunicado, os líderes desses países expressaram seu "mais forte e absoluto apoio" a Maduro, diante do que denunciaram como uma "ofensiva nefasta de perseguição" por parte da Casa Branca, que ofereceu uma recompensa de mais de 40 milhões de euros em troca de informações que facilitem a prisão do presidente venezuelano, vinculando-o aos principais cartéis do narcotráfico.
Assim, eles consideraram que essas são "acusações infundadas, mitomaníacas, sem qualquer base legal e usadas como instrumentos de assédio midiático e diplomático" e acusaram Washington de tentar "deslegitimar governos soberanos".
"Essas manobras não apenas constituem um ataque direto à independência da Venezuela, mas também uma ameaça à estabilidade e à autodeterminação de todos os povos da América Latina e do Caribe", advertiram, rejeitando o envio de navios ordenados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, a quem acusaram de empreender "políticas ilegais (e) interferentes".
Os dez países enfatizaram que esse tipo de operação militar "disfarçada de operações antidrogas" ameaça a paz e a estabilidade regional e é uma "violação flagrante" do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, e exigiram sua "cessação imediata".
Em vista dessa situação, eles apoiaram a sugestão do presidente colombiano e do presidente temporário da CELAC, Gustavo Petro, de reunir "urgentemente" seus respectivos ministros das Relações Exteriores com o objetivo de "estabelecer uma posição conjunta, digna e soberana".
Por outro lado, aproveitaram a oportunidade para denunciar o reforço "extremo" do bloqueio imposto a Cuba pela Administração Trump, que "causa sérios danos ao bem-estar do povo cubano".
"Condenamos a política imperialista de assédio e desestabilização que, por meio de medidas coercitivas unilaterais, bloqueios, chantagens diplomáticas e campanhas midiáticas, busca minar a paz e a segurança regionais, em aberta contradição com o espírito de cooperação, fraternidade e diálogo que deve reger as nações livres", concluiu o grupo composto por Venezuela, Cuba, Bolívia, Nicarágua, Dominica, Antígua e Barbuda, São Vicente e Granadinas, São Cristóvão e Névis, Granada e Santa Lúcia.
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