Publicado 12/02/2026 05:08

Países árticos celebram o "Sentinela do Ártico" e constatam maior unidade na OTAN após a crise da Groenlândia

Archivo - Arquivo - Soldados participam do exercício "Nordic Response"
OTAN - Arquivo

BRUXELAS 12 fev. (EUROPA PRESS) -

Os Estados-membros da OTAN localizados na região ártica comemoraram o lançamento da operação “Sentinela do Ártico”, acordada por Mark Rutte e Donald Trump após a crise desencadeada pelas pretensões dos Estados Unidos de anexar a Groenlândia, e constataram uma melhoria nas relações dentro da aliança em relação às semanas anteriores.

“Estamos mais unidos agora do que no início do ano”, afirmou a ministra das Relações Exteriores da Islândia, Thorgerdur Katrin, em declarações à imprensa antes de participar da reunião dos chefes de Defesa dos países da OTAN, que ocorre nesta quinta-feira em Bruxelas, onde os aliados avaliarão como estão trabalhando para garantir a segurança comum.

Em sua opinião, a OTAN “foi posta à prova” e agora “não apenas” os Estados Unidos, a Dinamarca e a Groenlândia “estão focados em reforçar a segurança no Atlântico Norte”, mas também toda a Aliança se juntou à “Sentinela do Ártico”. “Acho que é um sinal importante. Estamos juntos nisto”, afirmou. Depois de acrescentar que “a unidade é o centro de gravidade da Aliança”, alertou que, no entanto, “convém ser realista” porque a OTAN “está a mudar inevitavelmente” e os países europeus estão a dar “um passo em frente” para assumir mais responsabilidade e mais liderança.

Na mesma linha, o ministro da Defesa da Finlândia, Antti Hakkanen, deu as “boas-vindas à nova abordagem sobre o Ártico”, pois, em sua opinião, a defesa e a dissuasão nessa região “não são apenas segurança para os aliados árticos, mas para toda a Aliança”, incluindo os Estados Unidos.

Ele não deu detalhes sobre com quais forças seu país participaria da missão, mas adiantou que está avaliando “quais são os detalhes gerais”, levando em conta que “o Ártico é uma área muito ampla” e que as Forças Armadas da Finlândia “são totalmente árticas”.

“Já realizamos muitos exercícios árticos todas as semanas e, dentro de algumas semanas, realizaremos manobras de grande envergadura, ‘Cold Response’, com os nossos colegas noruegueses e numerosos aliados na Lapónia, em território finlandês”, explicou. AUMENTAR A ATIVIDADE PARA DISSUADIR A RÚSSIA E A CHINA

Por sua vez, o ministro da Defesa da Suécia, Pal Jonson, aprovou este plano para coordenar, sob o comando da aliança, as atividades que os aliados já realizam na região, mas separadamente, e indicou que seu país também está intensificando suas manobras na região. “Para nós, sendo um país ártico, é completamente natural contribuir. Isso é lógico”, afirmou, detalhando que, a partir de março, prevê que o exercício norueguês “Cold Response” tenha muita atividade, assim como o “FLF Finland”, do qual seu país faz parte.

Para o ministro sueco, o “Sentinela do Ártico” é uma forma de aumentar a atividade onde é necessário para contrariar “os movimentos russos” e a “maior presença da China”, principalmente com navios ligados à extração de recursos na região.

Já nesta quarta-feira, na véspera desta reunião de ministros da Defesa da OTAN, a Dinamarca também comemorou o lançamento da operação, como uma “decisão muito boa” que responde a uma reivindicação sustentada por Copenhague para reforçar a presença aliada na região. “Estou muito feliz que isso esteja acontecendo agora. Temos que assumir esse papel no Ártico. Acho que é uma decisão muito boa, que agora se concretizará”, afirmou em declarações à mídia o ministro da Defesa dinamarquês, Troels Lund Poulsen, que enfatizou o apoio unânime dentro da organização à missão.

Quanto ao papel concreto da Dinamarca, ele deixou claro que sua contribuição para a missão é “uma prioridade”, embora tenha considerado que “ainda é muito cedo para dar detalhes concretos”, apontando para conversas com outros aliados sobre possíveis contribuições, como meios de patrulha marítima.

UNIR MISSÕES JÁ EXISTENTES A operação “Sentinela do Ártico” foi anunciada nesta quarta-feira pela OTAN como resultado do acordo alcançado entre o secretário-geral aliado, Mark Rutte, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a crise diplomática desencadeada pelas pretensões da Casa Branca sobre a Groenlândia, com o objetivo de reforçar de forma coordenada a presença militar aliada numa região cada vez mais estratégica devido à sua localização e à crescente concorrência geopolítica. O Comando Aliado de Operações (ACO) será responsável pelo planeamento e execução das atividades na zona, enquanto a direção operacional caberá ao Comando Conjunto de Força de Norfolk (JFC Norfolk), cuja área de responsabilidade abrange todo o Ártico e o Polo Norte e que coordenará suas ações com o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) e os comandos Norte e Europeu dos Estados Unidos.

Na prática, a missão integrará e dará coerência às manobras já existentes dos países aliados, como o exercício norueguês “Cold Response” ou a missão dinamarquesa “Resistência Ártica”, com o objetivo de reunir sob uma abordagem comum todas as atividades no Alto Norte e reforçar a postura da Aliança face à atividade militar da Rússia e ao crescente interesse econômico da China na região.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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