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MADRID 27 ago. (EUROPA PRESS) -
Miguel Uribe Londoño, pai do falecido senador Miguel Uribe, se defendeu daqueles que o acusaram de usar o ataque fatal contra seu filho para avançar como pré-candidato do Centro Democrático para as eleições de 2026. "Aqueles que dizem que sou oportunista provavelmente não são pais", disse ele.
Uribe Londoño garantiu que tomou essa decisão por "sacrifício" e "não por ambição", depois de se sentir desafiado pelo ex-presidente Álvaro Uribe, que o incentivou a assumir o "legado" deixado por seu filho para tentar "salvar a Colômbia".
"Ele se inspirou na dignidade de meu filho e não na fúria de seus assassinos", disse ele na quarta-feira em uma entrevista à Blu Radio, um dia depois de oficializar suas aspirações presidenciais em um evento em Bogotá, no qual disse que a segurança seria o foco de sua campanha caso fosse eleito.
"É uma decisão que quer transformar o sangue derramado por milhares de mártires que temos neste país, como eu, que tiveram as duas maiores tragédias que um ser humano pode ter", disse ele, referindo-se também à sua esposa, Diana Turbay, que morreu durante um sequestro em 1991.
Entre os que questionaram as motivações de Uribe está o presidente colombiano Gustavo Petro, que o criticou por querer se apropriar de seu legado político. "O legado de um filho não é administrado por seu pai. Eles não sabem que não somos mais uma monarquia e que agora somos uma república?
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