Europa Press/Contacto/Mamoun Wazwaz
MADRID, 6 jun. (EUROPA PRESS) -
O pai do bebê palestino Sam Abu Haikal denunciou que um militar israelense matou a criança a sangue frio ao abrir fogo sem provocação contra o veículo da família no sul da Cisjordânia, na última sexta-feira.
Fahd Abu Haikal, pai do bebê, relatou durante o funeral com grande participação popular realizado neste sábado que a família se dirigia de Belém a Hebron e foi obrigada a parar em um posto de controle israelense na zona de Tel Rumeida.
É aqui que começam as discrepâncias com a versão provisória apresentada pelo Exército israelense. Seus militares, segundo o comando das Forças de Defesa de Israel, atiraram contra o veículo quando este se aproximava “em alta velocidade” do posto de controle.
Fahd também afirmou que tinha as mãos levantadas assim que o veículo parou e que um militar, que se encontrava a menos de dez metros de distância, abriu fogo imediatamente contra o para-brisa, segundo o relato divulgado pela agência de notícias palestina Sanad.
A avó da criança, que estava no banco traseiro ao lado da mãe e do filho e saiu ilesa, confirmou essa versão.
Ainda não se sabe ao certo quantas vezes os militares israelenses atiraram. A criança morreu devido a um tiro na mandíbula, enquanto sua mãe ficou ferida no peito. O bebê faleceu no hospital, enquanto ela se encontra estabilizada, mas ainda não está fora de perigo, pois há estilhaços alojados perto do coração.
O militar que disparou, segundo Fahd, retirou-se do local junto com o restante dos soldados após concluir a operação.
O funeral do menino, realizado neste sábado, teve início no Hospital Nacional de Hebron, onde a família se despediu do corpo, antes de ele ser levado para a mesquita de Abu Aisha, para seu enterro no cemitério de Wadi al-Hariya.
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