Carlos Luján - Europa Press
MADRID/TOLEDO 3 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente de Castela-La Mancha, Emiliano García-Page, destacou a necessidade de, para esclarecer a situação política na Espanha, o presidente do Governo, Pedro Sánchez, se submeter a uma moção de confiança.
García-Page, que participou dos cafés da manhã informativos da Europa Press, afirmou, nesse sentido, que o país está “paralisado”, como atesta o fato de que nem mesmo “o Orçamento Geral do Estado foi apresentado”.
Ele enfatizou que o argumento de Sánchez para se manter no poder “não pode ser” que, se convocar eleições, “os outros vão ganhar”. “Isso tem muito pouco de democrático”.
Por tudo isso, ele considera que a abordagem deve ser “uma moção de confiança”, alertando ainda que os partidos que apoiam o Governo, se mantiverem essa situação, “vão se dar mal”.
Sobre uma possível moção de censura a ser apresentada pelo PP de Alberto Núñez Feijóo, García-Page brincou, garantindo que, nesse ritmo, “eles vão perdê-la antes mesmo de apresentá-la”, embora tenha considerado que os “populares”, juntamente com o Vox, “estão se divertindo vendo o PSOE se queimar na grelha”.
“O PP não tem pressa nenhuma, acha que ainda pode vir à tona metade dos escândalos”, assinalou.
A “CHAVE”: A SENTENÇA DE PUIGDEMONT
Assim sendo, a “chave”, em sua opinião, “está em saber se o Tribunal Constitucional vai ou não cumprir o que anunciou”, ou seja, que antes do verão seja proferida “a sentença definitiva sobre Puigdemont”.
“Puigdemont está esperando a última sentença do Constitucional. Portanto, esse calendário é importante. Se vocês perceberem que a sentença está atrasada, então já estão se preparando para o pior", afirmou.
Concretamente, se essa decisão for adiada, “Puigdemont não pode se mover”, e, por outro lado, “se ele retornar à Espanha, já não será necessário ir para Waterloo”.
Apesar disso, ele acredita que Puigdemont não é quem manda na Espanha, mas exerce influência dentro do Governo da Espanha.
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