Publicado 16/09/2026 09:08

Page enfrenta López Miras por causa da transferência de água e alerta sobre o futuro do rio Tejo caso Feijóo chegue ao poder

O chefe do Governo Autônomo, Emiliano García-Page, preside, em Talavera de la Reina (Toledo), a cerimônia de abertura do ano letivo de 2026-2027 da Universidade de Castela-La Mancha (UCLM).
PIEDAD LOPEZ/JCCM

TOLEDO 16 set. (EUROPA PRESS) -

O presidente de Castela-La Mancha, Emiliano García-Page, acusou nesta quarta-feira o presidente de Múrcia, Fernando López Miras, de querer “atrasar ao máximo” a aplicação das novas regras de exploração do trasvase Tajo-Segura até que Alberto Núñez Feijóo assuma o governo da Espanha.

Page respondeu dessa forma, durante a abertura do ano letivo de 2026-2027 da UCLM em Talavera de la Reina, ao anúncio feito por seu homólogo murciano, no qual este afirmou que colocará “todos os obstáculos” às novas regras do transvase até que Feijóo seja presidente e possa retirá-los.

O presidente da Comunidade de Castela-La Mancha criticou o fato de a estratégia consistir em esperar “até que os seus cheguem, sozinhos ou acompanhados” e alertou que, nesse cenário, “o rio Tajo perderá definitivamente toda a esperança”.

O presidente regional também atacou a terceira vice-presidente e ministra da Transição Ecológica, Sara Aagesen, à qual repreendeu pelos atrasos nessa questão.

“A ministra vem falhando há muito tempo com o rio Tejo e com a coerência no discurso sobre recursos hídricos”, afirmou.

Page aproveitou ainda para criticar, sem citá-los expressamente, membros da oposição por suas repetidas referências à água do Tejo que acaba chegando a Portugal.

“Tem gente que chega a dizer: ‘como permitimos que a água chegue até Lisboa’”, ironizou Page, dirigindo-se ao prefeito de Talavera para acrescentar que “você conhece muito bem algumas dessas pessoas”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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