TOLEDO 16 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente de Castela-La Mancha, Emiliano García-Page, manifestou neste sábado sua rejeição ao princípio da “prioridade nacional” promovido pelo partido Vox nos acordos de governo autônomo de Aragão e Extremadura, afirmando que isso é “bastante insultuoso”.
Durante a inauguração da nova creche de Velada, na província de Toledo, o governador regional destacou que são “alguns radicais” que “sugerem que, em vez de cuidar da saúde ou dos doentes, só se deve atender aqueles que possuem carteira de identidade espanhola”.
“Será que se pode realmente dizer na Espanha, que somos um país aberto, tolerante e solidário, que diante da doença urgente de uma criança não vamos atendê-la por causa da cor da pele?”, questionou o presidente de Castela-La Mancha.
“Se podemos fazê-lo, se temos recursos, se temos meios”, destacou o governador regional.
Além disso, ele apontou as consequências sanitárias dessa abordagem. “E se, além disso, essa pessoa a quem não se quer atender tiver uma doença infecciosa? Ou seja, que possa contagiar todos os espanhóis. Também não o atendemos? Também não lhe damos prioridade?”, questionou.
“O populismo e a demagogia são o mal do nosso país”, afirmou o presidente de Castela-La Mancha.
ATENDIMENTO A USUÁRIOS DE CASTILLA E LEÓN
O presidente de Castela-La Mancha lembrou que a área de saúde de Talavera de la Reina atende atualmente “uma parte importante da província de Ávila, da Serra de Gredos”.
“Estamos falando de 37 mil cartões de saúde que se somam e que são atendidos a partir de Castela-La Mancha, a cargo de Castela-La Mancha”, destacou García-Page. “Afinal de contas, nós pensamos e acreditamos que o sistema é nacional. A saúde é de todos”, declarou.
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