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A Aliança Atlântica acredita que a decisão de Trump ressalta a importância de os aliados aumentarem suas contribuições para a defesa
MADRID, 2 maio (EUROPA PRESS) -
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) solicitou aos Estados Unidos que esclareçam os detalhes de sua decisão de retirar cerca de 5.000 soldados destacados na Alemanha, no âmbito de uma revisão mais ampla de sua presença militar na Europa.
O Pentágono confirmou uma “retirada gradual em um prazo de seis a doze meses” de parte de suas forças em um de seus grandes bastiões europeus, no que se trata do mais recente episódio de atritos entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seus aliados na Aliança Atlântica.
Trump vem denunciando há anos que os Estados Unidos estão sendo vítimas de uma fraude por parte de seus parceiros europeus, que fazem todo o possível para manter no mínimo suas contribuições para a defesa europeia enquanto seu país assume todo o fardo; uma opinião que tem sido constantemente contestada por diferentes governos europeus.
Nas redes sociais, a porta-voz da OTAN, Allison Hart, confirmou ter tomado conhecimento da decisão e que, neste momento, a aliança “está trabalhando com os Estados Unidos para entender os detalhes de sua decisão sobre o posicionamento de suas forças na Alemanha”.
De qualquer forma, o “ajuste”, como o chama Hart, “ressalta a necessidade de a Europa continuar investindo mais em defesa” e “assumir uma parcela maior de responsabilidade na segurança conjunta”. Hart, nesse sentido, lembrou os “avanços” alcançados até o momento, em particular o “compromisso” dos aliados dos EUA de investir 5% de seu PIB em Defesa, conforme acordado no ano passado na cúpula de Haia.
“Continuamos confiantes em nossa capacidade de garantir nossa dissuasão e defesa à medida que prossegue essa mudança rumo a uma Europa mais forte em uma OTAN mais forte”, concluiu a porta-voz.
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