Os caças Eurofighter e Gripen anunciados pela Alemanha e pela Suécia já voam na Islândia ao lado dos F35 da Dinamarca BRUXELAS 20 fev. (EUROPA PRESS) -
A OTAN reuniu unidades especiais da Força Aérea da Suécia e das Forças Armadas da Dinamarca para uma série de exercícios de treinamento na Groenlândia, as primeiras manobras desde o lançamento da missão “Sentinela do Ártico”, tudo sob a coordenação do Comando Conjunto das Forças de Norfolk (JFC Norfolk).
Esses exercícios fazem parte do compromisso da Aliança Atlântica de reforçar militarmente a região do Ártico e do Alto Norte, e incluem manobras nacionais como a dinamarquesa “Resistência Ártica” e a norueguesa “Resposta Fria”, nas quais dezenas de milhares de militares operam em condições árticas com o objetivo de melhorar a coordenação da OTAN.
Como parte da mobilização, um pelotão de rangers, forças especiais da Força Aérea sueca, foi transferido para a Groenlândia para treinar durante duas semanas com as Forças Armadas dinamarquesas, com o objetivo de reforçar a segurança regional e praticar a defesa do flanco norte aliado. A Suécia também contribui com aviões de combate designados para a missão de polícia aérea da OTAN na Islândia.
O exercício também oferece a oportunidade de testar o material, o equipamento e os sistemas de comunicação das unidades e avaliar como eles são afetados pelo clima ártico, tudo isso enquanto os rangers suecos adquirem experiência em um ambiente desértico e frio, com relativamente pouca neve, para o desenvolvimento e aprimoramento das Forças Armadas suecas.
“Na Groenlândia, estamos desenvolvendo as capacidades da unidade em um ambiente exigente, com foco em combate, deslocamento em terrenos difíceis, atendimento médico e treinamento conjunto com os aliados”, disse o comandante da companhia de rangers da Força Aérea Sueca, Emil Fechtner, em declarações divulgadas em um comunicado.
Paralelamente, a Força Aérea alemã informou que seus caças Eurofighter preparados para a “Sentinela do Ártico” já estão na Islândia para operar junto com os Gripen suecos e os F-35 dinamarqueses, no que o Comando das Forças de Norfolk descreveu como uma demonstração de preparação, interoperabilidade e coesão da Aliança.
REFORÇO DA SEGURANÇA NO ÁRTICO
Estas primeiras manobras ocorrem depois de, na semana passada, a OTAN ter lançado a missão denominada “Artic Sentry”, que visa reforçar a segurança do Ártico e que é o resultado do acordo alcançado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e pelo secretário-geral da Aliança, Mark Rutte, após a crise desencadeada pelas pretensões da Casa Branca de assumir o controle da Groenlândia.
A missão coordena, sob o comando da OTAN, todos os exercícios que cada um dos Estados-membros da Aliança já realiza de forma independente, e também está aberta a novos destacamentos militares de qualquer um dos 32 países que compõem a organização, num esforço para contrariar a crescente presença da Rússia e da China na região.
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