Europa Press/Contacto/Us Navy/U.S. Navy
MADRID 7 mar. (EUROPA PRESS) -
A OTAN anunciou o reforço da sua defesa contra mísseis balísticos em toda a Aliança, à luz dos últimos acontecimentos no Médio Oriente, e afirmou que esta se manterá em “nível elevado até que diminua a ameaça derivada dos contínuos ataques indiscriminados do Irão em toda a região”, embora não tenha revelado mais detalhes sobre a operação.
“Esta ação imediata foi tomada pelo comandante do Comando Aéreo da OTAN. O assunto foi discutido hoje durante uma reunião do Conselho do Atlântico Norte, onde os aliados expressaram seu forte e unânime apoio a esta medida sensata”, explica um comunicado assinado pelo porta-voz do Quartel-General Supremo das Potências Aliadas na Europa, coronel Martin O'Donnell, que “novamente condenou o ataque do Irã contra a Turquia”.
O'Donnell garantiu que este “ajuste” é “exatamente o que o Comando Aliado Europeu precisa para defender a Aliança contra a ameaça atual”, assegurando que “a defenderá!”, pois a OTAN é “perfeitamente” capaz de executar seus procedimentos de defesa contra mísseis balísticos, “como o mundo testemunhou (ontem)”.
“Em menos de 10 minutos, os membros do serviço da OTAN identificaram uma ameaça contra os Aliados — um míssil balístico —, confirmaram sua trajetória, alertaram os sistemas de defesa antimísseis baseados em terra e no mar e lançaram um interceptador para neutralizar a ameaça e proteger nosso território e sua população”, ilustra a nota. “Isso é verdadeira força!”, elogiou o coronel europeu, que não entrou em detalhes sobre essa “mudança de postura” por razões de segurança operacional.
Estas palavras surgem depois de a OTAN ter condenado, esta quarta-feira, o lançamento de um míssil balístico pelo Irão contra a Turquia, abatido pelos sistemas de defesa aérea da Aliança Atlântica, e reiterado o seu apoio a Ancara face aos “ataques indiscriminados” de Teerão na região, em resposta à ofensiva militar lançada pelos Estados Unidos e Israel no passado dia 28 de fevereiro.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou pouco depois que a ofensiva militar lançada pelos Estados Unidos com Israel contra o Irã contava com um apoio “massivo” entre os aliados atlânticos, em uma entrevista na qual defendeu a campanha do governo de Donald Trump e, ao mesmo tempo, procurou minimizar as discordâncias expressas por alguns Estados europeus.
O secretário-geral, que descreveu como “crucial para o sucesso desta campanha americano-israelense” que os Estados Unidos, a Europa e o Canadá permaneçam unidos, reconheceu que existem “debates” na OTAN, mas que estes não interferem no apoio a Washington em campanhas como a realizada contra o Irã. “Somos uma aliança de democracias, mas, no final, seguiremos a liderança americana quando se tratar de momentos cruciais”, afirmou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático