BRUXELAS 15 jul. (EUROPA PRESS) -
A OTAN confirmou nesta terça-feira que a organização desempenhará um papel no fornecimento de armas para a Ucrânia, que os países europeus adquirirão dos Estados Unidos, através da NSATU, a missão de assistência e treinamento da Aliança Atlântica com a Ucrânia.
"Os aliados europeus da OTAN e o Canadá assumirão o papel principal de financiamento e a OTAN coordenará a entrega, inclusive por meio da NSATU. O equipamento militar incluirá sistemas de defesa aérea, munição e outros equipamentos", indicaram fontes aliadas à Europa Press sobre os planos anunciados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e confirmados pelo secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, durante sua visita à Casa Branca.
Dessa forma, a OTAN manterá o papel de coordenação que assumiu há um ano na cúpula de Washington para centralizar a ajuda militar à Ucrânia, embora isso dependa, em última instância, das contribuições e compras dos aliados europeus.
Fontes também confirmaram que a Alemanha, a Noruega, a Dinamarca, a Holanda, a Suécia, o Reino Unido, o Canadá e a Finlândia prometeram seu apoio à iniciativa, embora os detalhes do plano, segundo o qual os EUA continuarão a enviar armas para a Ucrânia por meio de compras dos aliados europeus, ainda estejam em discussão.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, confirmou na segunda-feira, em declarações ao lado de Trump, que um grupo de países da OTAN comprará armamentos dos Estados Unidos, incluindo baterias antiaéreas "Patriot", para abastecer a Ucrânia.
Da Casa Branca, o chefe político da OTAN disse que a operação é "realmente importante" e envolve uma série de aliados. Além disso, ele disse que os países europeus e o Canadá projetariam pacotes de assistência militar que incluem mísseis e munições, mas também sistemas de defesa antiaérea. "Estamos falando de grandes números", enfatizou.
O ex-primeiro-ministro holandês avaliou o plano de Trump argumentando que, dessa forma, Washington está fornecendo o que é necessário para manter a Ucrânia em posição de se defender da Rússia, mas a ajuda será paga pelos europeus, "o que é totalmente lógico".
HOLANDA E DINAMARCA CONFIRMAM SEU INTERESSE NA INICIATIVA
Com relação a esses planos, tanto a Dinamarca quanto a Holanda confirmaram seu interesse na iniciativa de Washington de manter o apoio militar à Ucrânia por meio da venda de equipamentos militares a um grupo de aliados europeus.
A Dinamarca argumentou que a iniciativa de Trump "anda de mãos dadas" com o "modelo dinamarquês", pelo qual Copenhague compra diretamente da indústria de defesa ucraniana. "Esta é apenas uma versão alternativa disso. Estamos dispostos a participar. É claro que não podemos fazer isso sozinhos e precisamos de outros parceiros. Mas estamos prontos", argumentou o Ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen.
Caspar Veldkamp, ministro das Relações Exteriores da Holanda, disse que seu país estava analisando "com uma inclinação positiva" como participar do plano proposto pelos Estados Unidos e pela OTAN. "Estudaremos o que podemos fazer também em relação ao anúncio de Trump e tomaremos as providências a partir daí", disse ele.
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