Europa Press/Contacto/Andrew Thomas
Vice-presidente dos EUA nega redução de efetivos e fala em “redistribuir” recursos
MADRID, 19 maio (EUROPA PRESS) -
O Comandante Supremo Aliado da OTAN (SACEUR), Alexus Grynkewich, confirmou nesta terça-feira a retirada de 5.000 soldados do Exército dos Estados Unidos do território europeu, especificamente da Alemanha, indicando que eles não serão realocados para outro país da Aliança, embora tenha minimizado o impacto que isso possa ter na segurança euro-atlântica.
“Eles fazem parte da equipe de combate da brigada blindada que está retornando, e os Estados Unidos já anunciaram que o destacamento previamente previsto de um batalhão de artilharia de longo alcance acabará não se concretizando”, explicou ele em uma coletiva de imprensa em Bruxelas, após a reunião na OTAN dos chefes de Estado-Maior aliados sobre os ajustes de Washington em sua presença militar na Europa.
Assim sendo, Grynkewich confirmou que se trata de um contingente de 5.000 militares que os Estados Unidos deixarão de manter em solo europeu, um tema que foi discutido pelos responsáveis dos Exércitos da OTAN.
De qualquer forma, ela minimizou o impacto dessa decisão. “Gostaria de ressaltar que essa decisão não afeta a viabilidade operacional de nossos planos regionais”, indicou, destacando que, desde que a brigada, agora retirada, foi destacada em 2022, “muitas coisas mudaram dentro da Aliança”.
Assim, ele enfatizou que os países bálticos, a Polônia e outros aliados reforçaram “consideravelmente” sua capacidade de combate terrestre. “Existe uma capacidade substancialmente maior no âmbito terrestre do que havia anteriormente”, disse ele, para defender igualmente a brigada multinacional da Letônia, liderada pelo Canadá, que está “plenamente operacional no terreno e altamente eficaz”.
Ele também destacou que a Alemanha continua a desenvolver sua presença na Lituânia. “À medida que os aliados reforçam suas capacidades, os Estados Unidos podem retirar recursos e direcioná-los para outras prioridades globais”, resumiu.
A Polônia, que aspirava receber mais tropas americanas em seu território, havia sinalizado que pediria esclarecimentos a Washington sobre seus planos de redução de efetivos na Alemanha, uma vez que afirmou que a retirada das tropas foi tratada pelo Pentágono “de forma repentina”.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, negou nesta terça-feira, em coletiva de imprensa, que o país norte-americano tenha “reduzido o número de efetivos na Polônia”, mas apontou para um atraso no envio de tropas destinadas a esse país.
“Isso não é uma redução. É apenas um atraso habitual na rotação que às vezes ocorre nessas situações. Mas aqui está o problema fundamental. A Polônia é capaz de se defender sozinha com muito apoio dos Estados Unidos”, declarou, após defender que a política externa do governo Trump não consiste em “recompensar (o presidente russo, Vladimir) Putin nem punir um país como a Polônia, de quem gostamos.
“Não estamos falando em retirar todos e cada um dos soldados americanos da Europa. Estamos falando de redistribuir alguns recursos de forma a maximizar a segurança dos Estados Unidos. Não acho que isso seja ruim para a Europa. Isso incentiva a Europa a assumir mais responsabilidade. Os Estados Unidos não podem ser a polícia do mundo”, afirmou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático