BRUXELAS 13 jul. (EUROPA PRESS) -
A OTAN condenou “veementemente”, nesta segunda-feira, as “atividades cibernéticas maliciosas persistentes” da Rússia, e alertou que está preparada para empregar “toda a gama” de suas capacidades para dissuadir, defender-se e neutralizar essas ameaças, em resposta às últimas denúncias e sanções impostas pela UE e pelo Reino Unido contra a ofensiva cibernética do Kremlin.
“Condenamos veementemente as atividades cibernéticas maliciosas persistentes da Rússia, que se aproveita de seu ecossistema cibernético para atacar os Aliados e parceiros da OTAN. Essas atividades constituem uma ameaça à segurança dos Aliados”, afirma um comunicado divulgado nesta segunda-feira pela organização.
O comunicado foi publicado depois que Bruxelas e Londres anunciaram sanções contra 24 pessoas e entidades responsáveis por orquestrar ataques cibernéticos, interferir em eleições e difundir discursos maliciosos contra a Ucrânia por toda a Europa, incluindo os cibercriminosos envolvidos em redes de intermediários ligadas aos Serviços de Inteligência russos (RIS).
A Aliança Atlântica mostrou-se “unida e solidária” com todos os aliados afetados por essas atividades, dirigidas contra infraestruturas críticas nacionais e entidades governamentais, e tomou nota das declarações da UE e do Reino Unido que denunciam os vínculos da Rússia com criminosos cibernéticos.
Além disso, instou Moscou a pôr fim a essas “atividades desestabilizadoras”, que — alertou — desconsideram as normas internacionais acordadas sobre o comportamento responsável dos Estados no ciberespaço.
“Estamos preparados para empregar toda a gama de capacidades com o objetivo de dissuadir, defender-nos e neutralizar todo o espectro de ameaças cibernéticas. Estamos dispostos a responder a elas no momento e da maneira que escolhermos, em conformidade com o direito internacional”, alertou a organização.
No entanto, a OTAN defendeu seu compromisso com “um ciberespaço livre, aberto, pacífico e seguro” e garantiu que reforçou sua postura cibernética ao fortalecer o marco para integrar os efeitos cibernéticos nas operações, missões e atividades da Aliança.
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