Publicado 16/03/2026 08:33

A OTAN afirma que os aliados já ofereceram ajuda aos EUA no Estreito de Ormuz após o aviso de Trump

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 3 de abril de 2025, Bélgica, Bruxelas: Uma bandeira da OTAN tremula ao vento em frente à sede da OTAN em Bruxelas. Foto: Anna Ross/dpa
Anna Ross/dpa - Arquivo

O presidente norte-americano alertou que a Aliança enfrentará um "futuro muito sombrio" se os aliados não ajudarem a desbloquear a passagem marítima BRUXELAS 16 mar. (EUROPA PRESS) -

A OTAN lembrou que alguns aliados europeus ofereceram ajuda para tentar desbloquear o Estreito de Ormuz, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou que a Aliança Atlântica enfrenta um “futuro muito sombrio” se não ajudarem Washington a restabelecer o tráfego na passagem marítima bloqueada pelo Irã.

“Os aliados já deram um passo à frente para proporcionar segurança adicional no Mediterrâneo. Estamos cientes de que alguns aliados individuais estão conversando com os Estados Unidos e com outros sobre o que mais poderiam fazer, também no contexto da segurança no Estreito de Ormuz”, afirmou um porta-voz da organização em declarações enviadas à imprensa.

A reação da Aliança ocorre depois que Trump advertiu neste domingo que a OTAN terá um “futuro muito sombrio” se os aliados não colaborarem para reabrir o Estreito de Ormuz, enclave estratégico do comércio internacional de petróleo que está bloqueado pelo Exército iraniano em resposta à ofensiva lançada por Washington e Israel contra o Irã no último dia 28 de fevereiro.

“É lógico que aqueles que se beneficiam do estreito ajudem a garantir que nada de ruim aconteça lá”, considerou o presidente norte-americano em entrevista ao jornal britânico ‘Financial Times’, na qual apontou a China e a Europa como especialmente dependentes do petróleo da região. Por tudo isso, afirmou ele, “se não houver resposta” por parte deles ou se a resposta for “negativa”, o futuro da OTAN será “muito ruim”.

O inquilino da Casa Branca fez essas declarações pouco mais de um dia depois de ter instado países como China, Japão, França, Coreia do Sul ou Reino Unido a acompanhar navios americanos em uma missão naval internacional para desbloquear o estreito de Ormuz, conjuntura que desencadeou uma escalada de preços, elevando o custo do barril de Brent, referência nos mercados europeus, para 106 dólares.

Mas já houve países como a França que anunciaram que não têm intenção de participar, por enquanto, da missão naval, apesar de, há uma semana, terem proposto uma operação desse tipo para garantir o trânsito pelo canal marítimo, da qual acabaram desistindo.

Outros Estados europeus, como o Reino Unido, viram com bons olhos a tentativa de “reabrir” o Estreito de Ormuz, embora o governo britânico não tenha respondido à proposta de Trump de estabelecer uma missão naval internacional.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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