Publicado 25/01/2026 08:05

Óscar Puente: "Se alguém não fez bem o seu trabalho, exigiremos responsabilidades. E se for eu, também."

Archivo - Arquivo - O ministro dos Transportes e Mobilidade Sustentável, Óscar Puente, durante sua comparecimento perante a Comissão de Transportes e Mobilidade Sustentável do Senado para explicar os repetidos atrasos e múltiplas incidências na rede ferro
Jesús Hellín - Europa Press - Arquivo

MADRID 25 jan. (EUROPA PRESS) -

O ministro dos Transportes, Óscar Puente, garantiu que serão exigidas responsabilidades a quem não tenha feito bem o seu trabalho, em relação ao acidente ferroviário de Adamuz (Córdoba), no qual morreram 45 pessoas, e acrescentou que, se fosse o seu caso, também as assumiria, embora tenha sublinhado que “agora não há debate” sobre a sua demissão.

“Para mim, os responsáveis são aqueles que, por ação ou omissão, contribuíram ou agravaram a causa do dano. É o meu critério. Não posso exigir responsabilidades a alguém que tenha cumprido o seu trabalho corretamente. Agora, se observarmos que alguém não fez bem o seu trabalho, seja quem for, exigiremos responsabilidades. E se for eu, também”, afirma Puente neste domingo em entrevista ao El País, divulgada pela Europa Press, na qual promete “esclarecer os fatos e melhorar o que for necessário” para que a sociedade recupere a confiança no trem.

Puente, que destaca que tem conversado “constantemente” com Sánchez durante esta semana, lembra que a primeira mensagem que recebeu no domingo, 18 de janeiro, avisando-o da tragédia, foi às 20h e que saiu de casa às 20h30. O ministro confessa que só chegou a sua casa “na terça-feira à noite com a mesma roupa”. “Recebi a mensagem [sobre o acidente] às 20h do domingo e saí de casa às 20h30. Fui para o centro de controle [de circulação da Adif]. E voltei na terça-feira à noite com a mesma roupa para minha casa. Assim que cheguei, ocorreu o acidente de Rodalies. Imaginem. Achei que estava sonhando. E naquela noite também não dormi. Dei coletivas de imprensa de duas horas e entrevistas. Não tive um minuto para pensar em mim mesmo. Estou preocupado com o que tenho que resolver”, confessou. Questionado se o acidente foi causado pela soldagem e, portanto, responsabilidade da Adif, o ministro questiona até que ponto a responsabilidade pode ser elevada ao nível ministerial se todos os parâmetros de controle foram cumpridos. “Acho que não faz sentido neste momento”, acrescenta. “Estamos agora a tentar descobrir o que aconteceu. Primeiro, vamos ver se se confirma que foi o carril que se partiu ou a soldadura. Aí poderá esclarecer-se que tipo de responsabilidades existem, se é que existem”, explicou.

Nesse sentido, Puente enfatiza que está focado em buscar soluções e afirma que deixa as guerras políticas para Feijóo. “Não vão me encontrar na lama dele. Nunca. O mais importante são as vítimas e suas famílias. E, em seguida, retomar o serviço ferroviário para a Andaluzia. Esse é o meu trabalho”, comentou.

A COMPARAÇÃO COM MAZÓN É "OFENSIVA" Na entrevista, ele reconhece que considera "ofensiva" a comparação com Carlos Mazón por sua gestão dos acidentes ferroviários em Adamuz (Córdoba) e a que fez o presidente da Comunidade Valenciana em relação à tempestade. "Nunca quis entrar na comparação com Mazón, mas acho ofensiva. Ofensiva. Eu estive sempre à frente das minhas responsabilidades. Ninguém culpa Mazón pela tempestade. Se ele teve que se demitir, foi porque não estava à frente da operação e porque sua atuação pode ter contribuído para gerar mais danos por não estar em seu posto. Eu estive à frente das minhas responsabilidades em todos os momentos”, indicou.

Puente salienta que não estava “escondido” e acrescenta que deu “todo o tipo de explicações”, pelo que sublinha que não vê qualquer semelhança com Mazón. “Se a referência é Mazón, estou muito longe”, reitera. AUMENTAR AS DESPESAS DE MANUTENÇÃO

Por outro lado, Puente nega “a maior” de que não se ouve as denúncias dos maquinistas por possíveis deficiências nas vias e considera que as advertências que fazem “têm a ver com o conforto da marcha e não com a segurança”. “As demandas dos maquinistas são sempre atendidas. Outra coisa é que a confirmação objetiva das incidências que comunicam confirme as suas apreciações. No troço acidentado não há qualquer aviso relacionado com o incidente nem com a segurança da via", detalha. Da mesma forma, o ministro assegura que é provável que avaliem se se deve aumentar a despesa com a manutenção, "sobretudo em termos de conforto", mas pede que se desvincule esse debate do acidente. “Se, no final, o que houver for uma soldadura mal feita ou um defeito no aço, que não foi observado nos testes objetivos de ultrassom, estamos a falar de algo que não tem nada a ver com a manutenção. Seria algo muito mais complexo", prevê. Por fim, ele rejeita que o acidente tenha relação com o caso Koldo e afirma que transferir isso para a política espanhola "é muito pobre. Assim não resolveremos o problema", conclui.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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