Fernando Otero - Europa Press
LEÓN, 24 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Transformação Digital e do Serviço Civil, Óscar López, reiterou o apoio da Espanha à Ucrânia na quinta-feira e lembrou a necessidade de atualizar o manual de defesa e relações internacionais.
"Max Weber disse que o Estado deve ter o monopólio da força. Em tempos de guerra híbrida, o Estado também deve liderar a segurança cibernética", disse ele no encerramento do 10º Cybersecurity Summer BootCamp, um evento que contou com a presença de uma delegação ucraniana a quem o ministro expressou todo o "carinho e apoio" do governo espanhol.
Nesse sentido, ele se referiu à sua visita à capital ucraniana, Kiev, como uma das experiências "mais bonitas" de sua vida política. "Lembro-me do carinho e do calor de todo o Parlamento ucraniano na segunda vez em que fomos, todos com bandeiras espanholas aplaudindo o apoio e agradecendo a esse país por seu apoio à Ucrânia", acrescentou.
"Estamos com vocês e continuaremos a estar com vocês, não tenham dúvidas", ressaltou, e fez alusão ao momento em que a Espanha assumiu a presidência da União Europeia e anunciou um pacote de apoio à Ucrânia com 1 bilhão de euros.
Naquela época, disse ele, ativistas pró-russos tentaram realizar ataques contra os sites da Moncloa, da Casa Real, do Instituto Nacional de Segurança Cibernética (Incibe), bem como os sites da Câmara Municipal de Granada e do metrô de Granada quando o presidente Zelensky visitou a cidade em outubro de 2023.
SEGURANÇA CIBERNÉTICA, "UM NOVO PILAR".
Nesse contexto, ele enfatizou que a revolução digital multiplica as oportunidades econômicas, sociais e científicas, mas também aumenta a vulnerabilidade, razão pela qual a segurança cibernética deve ser entendida como "um novo pilar da democracia contemporânea".
Ele também expressou a necessidade de cooperar e compartilhar treinamento, informações e boas práticas, envolvendo empresas, universidades e estabelecendo o modelo de segurança cibernética relevante.
"A Espanha é muito clara sobre isso. Queremos um modelo de segurança cibernética que proteja os direitos humanos, que proteja a prosperidade econômica e que também proteja a democracia", enfatizou, acrescentando que a segurança cibernética deve estar centrada nas pessoas, em sua conscientização, em seu treinamento e na defesa dos direitos digitais com regras como o NIS2 ou o Regulamento de Serviços Digitais.
Nesse contexto, ele lembrou que a Espanha está em processo de aprovação da nova Lei de Segurança Cibernética para cumprir a Diretiva NIS 2 aprovada em Bruxelas.
PERSPECTIVA DE GÊNERO.
Ele também destacou que a segurança cibernética também deve ter uma perspectiva de gênero e ser "autocrítica" em relação à falta de mulheres. A esse respeito, ela especificou que, de acordo com dados do estudo ISC2 Women in Cyber, as mulheres representam entre 10% e 25% do total da força de trabalho em segurança cibernética. "No Summer Bootcamp deste ano, o número subiu para 32% de participação feminina, mas queremos muito mais", acrescentou.
Da mesma forma, ela defendeu a segurança cibernética que reforça a diplomacia digital, assinando acordos de colaboração com países como México, Chile, Mauritânia e instituições como o Banco Interamericano de Desenvolvimento.
O modelo espanhol, argumentou ele, é um modelo europeu de segurança cibernética baseado em valores e princípios como diálogo, cooperação, transparência e cooperação.
ANTECIPANDO OS "INIMIGOS DA PAZ".
Óscar López concluiu seu discurso assegurando que a Espanha exporta e compartilha "expertise" em segurança cibernética e explicou que a divisão digital e o aumento da desconfiança pública e do crime cibernético constituem um "coquetel Molotov" para a coexistência de países e povos. "É por isso que precisamos que vocês sejam cada vez mais e tenham habilidades cada vez melhores para se antecipar aos inimigos da paz", concluiu.
O Ministro da Transformação Digital e da Função Pública fez essa declaração na cerimônia de encerramento do X Cybersecurity Summer BootCamp (#CSBCBC2025) realizado em León, um evento de referência internacional para a formação de especialistas em segurança cibernética organizado pela Incibe, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Universidade de León (ULE).
O X Cybersecurity Summer BootCamp começou em 14 de julho e reuniu mais de 500 profissionais de 27 países com o objetivo de fortalecer as capacidades dos responsáveis pela gestão de incidentes cibernéticos e pela luta contra o crime cibernético, além de promover o intercâmbio de conhecimentos e melhorar as políticas públicas de segurança cibernética, contribuindo para os esforços globais nessa área.
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