Publicado 19/08/2025 12:05

Óscar López mostra sua "indignação" com a imputação de Begoña Gómez e acusa Peinado de fazer um caso "prospectivo".

O Ministro da Transformação Digital e do Serviço Civil, Óscar López, apresenta na sede do Ministério o último balanço do Plano do Governo Espanhol contra golpes por telefone e SMS, cujas primeiras medidas entraram em vigor no ano passado.
Jesús Hellín - Europa Press

Ele lembra que a Suprema Corte já garantiu que não houve desvio de dinheiro na contratação do consultor MADRI 19 ago. (EUROPA PRESS) -

O Ministro da Transformação Digital e da Função Pública, Óscar López, expressou sua "indignação" com a decisão do juiz Juan Carlos Peinado de acusar a esposa do Presidente do Governo, Begoña Gómez, por suposto desvio de dinheiro na contratação de seu consultor, denunciando que, em sua opinião, o magistrado está fazendo um caso "prospectivo" que "está mudando".

Foi o que disse Óscar López em uma entrevista à 'RNE', noticiada pela Europa Press, sobre a decisão do juiz de citar Begoña Gómez como ré. "É difícil se surpreender com qualquer coisa do juiz Peinado neste momento", afirmou.

No entanto, ele insistiu em expressar sua "indignação" com essa medida de Peinado porque, como ele disse, acredita que a justiça "tem que ser igual para todos". "Não pode haver investigações prospectivas, não se pode investigar uma pessoa por ser essa pessoa e procurar causas diferentes até encontrar uma", acrescentou.

De acordo com ele, o caso começou com o resgate da Air Europa, "depois mudou" para uma carta a um empresário e, em seguida, voltou-se para a Universidade Complutense: "Como nada aparece em lugar nenhum, acabou com uma pessoa que trabalha em La Moncloa, ou seja, desvio de dinheiro".

COMO A SUPREMA CORTE JÁ DISSE

Óscar López defendeu o fato de que a Suprema Corte garantiu que não houve desvio de dinheiro na contratação do assessor de Begoña Gómez, razão pela qual ele denunciou a "coragem" do juiz Peinado de garantir em sua declaração por escrito "que ele sabe que essa ordem existe, mas como não foi enviada a ele, não pôde lê-la".

De qualquer forma, o ministro reclamou que esse caso já se arrasta há mais de um ano e "nunca se encontrou nada", mas o caso "está mudando": "Tempo para o tempo, e tempo para a Justiça. Estou muito claro sobre o que o juiz Peinado está fazendo, um caso completamente prospectivo que não tem uma única prova de nada e está mudando porque o fim é o fim".

EM DEFESA DO PROCURADOR-GERAL

Da mesma forma, Óscar López saiu em defesa do procurador-geral do estado, Álvaro García Ortiz, que está prestes a se sentar no banco dos réus. "É uma anomalia que estejam tentando acabar com o promotor público", criticou o ministro.

"Isso se deve a um crime supostamente cometido pelo parceiro da Sra. Ayuso, e quem está sentado no banco dos réus é quem está processando o crime por um suposto vazamento que vários jornalistas disseram ao juiz não ser verdadeiro", acrescentou o líder dos socialistas de Madri.

Por essa razão, ele advertiu que o caso que afeta o procurador-geral é algo "muito preocupante" porque, segundo ele, envia uma "mensagem mafiosa" da presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso.

Por fim, Óscar López expressou sua opinião sobre o "caso Koldo" e garantiu que, como disse o ex-secretário da Organização Socialista Santos Cerdán, ele não tem conhecimento de nenhum financiamento irregular do PSOE, ao mesmo tempo em que valorizou a "contundência" de Ferraz nesses casos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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