Diego Radamés - Europa Press
MADRID 14 mar. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Transformação Digital e da Função Pública e secretário-geral do PSOE-M, Óscar López, garantiu que o governo liderado pelo ex-presidente 'popular' José María Aznar "se recusou", em 2003, a levar ao Congresso a decisão de enviar tropas ao Iraque, depois que o PP criticou o PSOE por não esclarecer se submeteria o aumento dos gastos com defesa à Câmara dos Deputados.
"Lembro-me de que foi justamente um governo do Partido Popular que se recusou a aprovar no Congresso, na época, o envio de tropas, nada mais e nada menos. E foi um governo socialista (o de Zapatero) que fez com que fosse necessário passar pelo Congresso", disse ele nesta sexta-feira em uma entrevista na 'RNE', relatada pela Europa Press.
Foi o que ele disse depois que o presidente do governo, Pedro Sánchez, não esclareceu na conferência de imprensa após as reuniões que realizou em Moncloa com os porta-vozes dos grupos na Câmara dos Deputados se o aumento da defesa passará ou não pelo Congresso, e apesar do fato de que vários deles pediram explicitamente que ele o fizesse.
A esse respeito, o ministro lembrou que, durante o mandato de Aznar, o ex-presidente "recusou-se" a debater na Câmara dos Deputados a decisão, na época, de enviar tropas para o Iraque em 2003, durante a guerra naquele país, defendendo assim o fato de que foi um governo socialista que "tornou necessário que isso passasse pelo Congresso".
Com isso, ele garantiu que "o mais importante" é que o governo "não vai cortar um centavo de euro das políticas sociais" e reiterou que a Espanha está comprometida com o "reforço" da defesa e da segurança. "Como disse ontem o Presidente do Governo, haverá decisões que terão de passar pelo Parlamento, e outras que são puramente governamentais, de gastos do governo", concluiu.
Durante o segundo mandato do ex-presidente Aznar, o governo decidiu participar da guerra do Iraque, embora não tenha consultado o Congresso sobre a decisão, limitando-se a aparecer para explicar suas decisões. A oposição, por sua vez, reclamou que as Cortes não foram consultadas.
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