Alejandro Martínez Vélez - Europa Press
MADRID 11 jun. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Transformação Digital e da Função Pública, Óscar López, afirmou que “há juízes que cometem prevaricação” e advertiu que “a Justiça não governa”, mas sim o Governo, que “age sempre contra a corrupção” mas não se deixará “atropelar por aqueles que estão tentando misturar tudo para gerar uma confusão que não tem sentido”.
Foi o que declarou o ministro na noite desta quarta-feira, em um evento do jornal 'Público', no qual se encontrou com o ex-procurador-geral do Estado Álvaro García Ortiz, condenado por um crime de revelação de segredos contra Alberto González Amador, namorado da presidente de Madri, Isabel Díaz Ayuso. Este último compareceu ao evento ao receber o Prêmio de Personalidade do Ano.
Nesse contexto, López afirmou que, para que “alguns” no Supremo Tribunal Federal o “entendam”, segundo suas palavras, “há juízes que cometem prevaricação”. “E se não são eles, é alguém do seu círculo, para que me entendam”, ironizou, em referência à sentença do Supremo Tribunal que condenou García Ortiz.
Assim, o ministro defendeu “a separação de poderes”, enfatizando que “o Governo governa, o Parlamento legisla e a justiça faz justiça”, mas também o quarto poder, que é a imprensa, “também controla” o poder.
“Claro que sim. Mas a justiça não governa. Quem governa é o Governo. E governa graças aos votos”, sublinhou López, que reconheceu que o pior que existe na política, especialmente do ponto de vista da esquerda, é a corrupção, e defendeu que o Executivo de Pedro Sánchez “age sempre contra a corrupção”.
“Mas também não há nada pior do que se deixar intimidar quando não há corrupção”, alertou, acrescentando em seguida que o Governo “não vai se deixar intimidar, nem vai se deixar atropelar por aqueles que estão tentando misturar tudo para gerar uma confusão que não tem sentido”.
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