Publicado 17/05/2026 05:10

Óscar López afirma que a Espanha é o “epicentro” da revolução ética da inteligência artificial

O ministro da Transformação Digital e da Função Pública, Óscar López, durante uma coletiva de imprensa após participar do Encontro Internacional pelos Direitos Digitais, na La Llotja de Mar, em 14 de maio de 2026, em Barcelona, Catalunha (Espa
David Zorrakino - Europa Press

Defende a "decisão democrática" sobre o desenvolvimento da IA

BARCELONA, 17 maio (EUROPA PRESS) -

O ministro da Transformação Digital e da Função Pública, Óscar López, afirmou que a Espanha é hoje o "epicentro" da revolução ética da inteligência artificial e, acrescentou, por extensão, das redes sociais.

Em entrevista concedida ao 'La Vanguardia' e divulgada pela Europa Press neste domingo, ele destacou a realização do Encontro Internacional pelos Direitos Digitais, realizado na Llotja de Mar, em Barcelona, nesta semana: “O encontro conta com os melhores especialistas nessa perspectiva humanista e confiável, que conhecem a grande batalha geopolítica que estamos vivendo em nossas vidas”, ressaltou.

Sobre a posição da Europa na regulamentação dessas tecnologias, ele assegurou que “isso diz respeito à soberania, de quem manda e quais regras impõe”, pois, adverte, os proprietários das grandes empresas de tecnologia defendem que é a tecnologia que deve governar, algo que o ministro considera não ser verdade.

Nesse sentido, destacou que a Espanha criou um observatório de direitos digitais, uma lei de inteligência artificial e uma carta de direitos digitais, entre outras medidas, e, fora da regulamentação, promove uma fábrica de chips e semicondutores e aposta em empresas de ponta: “O importante é que temos uma visão holística”, observou.

DEFESA E IA

Sobre a relação entre defesa e inteligência artificial, ele garantiu que a defesa “depende da IA” e ressaltou que as democracias precisam agir para não deixar as decisões nas mãos da tecnologia.

“São coisas que devem ser decididas democraticamente e não em cinco escritórios em Palo Alto. É uma luta muito difícil, muito complicada, na qual os governos da União Europeia têm muito trabalho pela frente”, explicou.

Ele lamentou que a “pior notícia” em relação à construção europeia tenha sido o Brexit, que, segundo ele, teve uma campanha de desinformação associada, por isso defende que existam mecanismos de verificação e correção para evitar as notícias falsas geradas pelo algoritmo.

PRESTAR CONTAS

A esse respeito, o ministro defende que deve haver responsabilidade por parte dos proprietários das plataformas e que o algoritmo deve ser transparente: “Tem que haver um regulador e tem que haver alguém que fiscalize o cumprimento”.

Ele alertou que, entre as tecnologias disruptivas que surgiram ao longo da história, “nenhuma tem tantas consequências” quanto a inteligência artificial, e acrescentou que seus criadores e principais detentores colocam em questão a soberania dos Estados.

“Não é razoável que o único objetivo seja o aumento do lucro de uma empresa, mesmo que seja à custa de colocar em risco a segurança financeira do planeta, mesmo que seja à custa do suicídio de um menino ou uma menina de 15 anos, mesmo que seja à custa de seus dados serem comercializados sem o seu consentimento”, expôs.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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