GUILLERMO MORALES-EUROPA PRESS
Com as vias já desobstruídas, continua a limpeza do local, sem que ainda tenha começado a reparação da infraestrutura ADAMUZ (CÓRDOBA), 26 (EUROPA PRESS) Os três vagões do trem Iryo que descarrilaram no acidente ferroviário de Adamuz (Córdoba) no passado dia 18 de janeiro, no qual também se viu envolvido um comboio Alvia e no qual perderam a vida 45 pessoas e mais de uma centena ficaram feridas, continuam na zona do acidente, imobilizados e selados pela Guarda Civil, à disposição da investigação aberta sobre o acidente pelo Tribunal de Instância número 2 de Montoro (Córdoba).
Isso foi confirmado à Europa Press por fontes próximas à investigação, que, no que diz respeito à Guarda Civil, já levou à entrega de um relatório preliminar ao tribunal de Montoro na semana passada. O mesmo inclui um inventário de todas as provas recolhidas pelos agentes, correspondentes a cerca de 2.500 fotografias na "zona zero", bem como as duas caixas negras dos trens e também o depoimento do maquinista do Iryo — o do Alvia faleceu —, dos tripulantes e dos passageiros.
A Guarda Civil, que também solicitou as imagens das câmaras da estação ferroviária da Adif em Adamuz e das câmaras internas dos vagões dos trens, também informou às autoridades judiciais sobre outros elementos, como o pedaço de via que se desprendeu dos trilhos por onde o Iryo circulava em direção a Madri no domingo, 18 de janeiro, às 19h45, quando descarrilou e acabou colidindo com o Alvia, que circulava em sentido contrário, com destino a Huelva, e que também descarrilou.
Esse trecho da via será analisado em um laboratório “especializado no tratamento de material metalúrgico” da Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários (CIAF), embora parte dele seja entregue à Guarda Civil, que, na qualidade de polícia judiciária, é responsável por investigar as responsabilidades penais.
As duas caixas pretas dos trens, por sua vez, serão abertas na presença da Guarda Civil e da CIAF, uma vez que são um elemento-chave, tanto para a investigação judicial quanto para o relatório dos especialistas da comissão encarregada de emitir uma avaliação sobre as causas do acidente e evitar que ele se repita no futuro.
No que diz respeito à investigação levada a cabo pela própria CIAF, esta indicou que o carril sobre o qual circulava o Iryo em Adamuz já estava fraturado antes da passagem do comboio, salientando que «pode-se levantar a hipótese de que a fratura do carril ocorreu antes da passagem do comboio Iryo acidentado e, portanto, do seu descarrilamento».
A comissão chegou a esta conclusão ao sustentar que as marcas encontradas nas rodas do Iryo e a deformação observada na via “são compatíveis com o facto de o carril estar fraturado”, embora a CIAF saliente que as hipóteses apresentadas nesta atualização “devem ser consideradas provisórias e pendentes de verificação, através de testes adicionais que se prevê realizar nas próximas fases”. A ESPERAR REPARAÇÃO Por outro lado, e segundo confirmaram à Europa Press fontes da Adif, ainda não foram iniciados os trabalhos de reparação da infraestrutura ferroviária danificada na zona do acidente, com carris e catenárias arrancados ou danificados e com o balastro deslocado dos carris em várias zonas, não só em consequência do acidente, mas também pela necessidade de abrir caminho às grandes gruas que foram utilizadas para retirar os vagões acidentados dos carris.
Precisamente, os trilhos em si já estão desobstruídos, uma vez que a Adif rebocou com uma locomotiva no último sábado pela via em direção a Madri os cinco vagões do Iryo que estavam em melhores condições após o acidente, enquanto os outros três continuam afastados dos trilhos, imobilizados e lacrados pela Guarda Civil.
Também foram retirados dos trilhos, completos e depois separados em blocos ou após serem seccionados no próprio local do acidente, os vagões do Alvia, que ficaram muito mais danificados no acidente. Esses destroços estão sendo transportados pela Renfe, a operadora do trem, em reboques de caminhões de grande tonelagem. Enquanto isso, continuam os trabalhos de limpeza do entorno dos trilhos.
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