SANTIAGO DE COMPOSTELA 23 maio (EUROPA PRESS) -
A delegação galega da frota que se dirigia a Gaza, abordada no Mediterrâneo esta semana, retornará esta noite a Santiago de Compostela. O retorno ocorrerá após terem sido retidos por Israel e, posteriormente, deportados via Turquia, onde chegaram na tarde de quinta-feira.
A Global Sumud Flotilla confirmou que o retorno ocorrerá após um "árduo" trabalho de documentação e atendimento médico na sexta-feira. Nesse sentido, o ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, revelou que quatro dos mais de 40 espanhóis a bordo precisaram de assistência médica, sem entrar em detalhes.
Assim, os sete galegos voarão neste sábado, junto com o restante dos espanhóis, a partir do aeroporto de Istambul e chegarão primeiro a Madri. De lá, pegarão um trem até a Estação Intermodal de Santiago de Compostela, onde chegarão às 22h. Especificamente, trata-se de: Sandra Garrido, Alberte Pagán, Ana Fuentes, Andrea Morales, Benito González, Duarte Ferrín e Xurxo Porritt.
De acordo com a delegação galega de apoio aos ativistas, todos eles estão “bem de saúde”. A Global Sumud Flotilla está documentando os “inúmeros abusos, torturas e a violência extrema” com que foram tratados os integrantes da frota. “Alguns dos casos mais graves exigiram atendimento médico especializado na capital turca”, acrescenta o comunicado.
Com base no relato de ativistas espanhóis à Europa Press, entre as situações vividas estão privação de sono, espancamentos, choques elétricos com tasers e amarras tão apertadas que entorpeciam as mãos. Dias atrás, os advogados da Adalah — que lhes prestam assessoria jurídica — já denunciaram “violência extrema” e se referiram a situações de “assédio sexual e humilhação”.
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