Publicado 12/03/2026 06:15

Os restos mortais encontrados em Hornachos são "compatíveis" com o desaparecimento de Francisca Cadenas.

Agentes da Guarda Civil em Hornachos
EUROPA PRESS

HORNACHOS (BADAJOZ) 12, (EUROPA PRESS)

O delegado do Governo na Extremadura, José Luis Quintana, indicou, em relação aos restos mortais, por enquanto não identificados, encontrados pela Guarda Civil em Hornachos (Badajoz), que são “compatíveis” com o desaparecimento de Francisca Cadenas, ocorrido em maio de 2017 nesse município.

“Embora esteja sob sigilo de inquérito, só podemos dizer que foram encontrados restos mortais compatíveis com o desaparecimento de Francisca Cadenas”, destacou Quintana, em declarações à imprensa ontem à noite, após se deslocar a esta localidade de Badajoz, depois que, na tarde desta quarta-feira, foram encontrados restos mortais enterrados no pátio da casa dos dois detidos.

Acompanhado pelo presidente da Câmara de Hornachos, Francisco Buenavista, e o novo general da Guarda Civil na Extremadura, Andrés Velarde, Quintana quis felicitar este último corpo e, neste caso, a Unidade Central Operativa (UCO), que fez um trabalho "magnífico" e "profissional" que "demonstra que podemos confiar nas Forças e Corpos de Segurança do Estado" e na Benemérita.

“Um caso complicado, muito complexo, de nove anos ou quase nove anos”, disse Quintana, que indicou “que, embora esteja sob sigilo de inquérito, só podemos dizer que foram encontrados restos ósseos compatíveis com o desaparecimento de Francisca Cadenas”. De qualquer forma, o delegado salientou que “é preciso continuar o trabalho” no âmbito científico, tal como continua a fazer a Guarda Civil, perante o que reiterou o trabalho “impecável que tem feito durante todo este tempo”.

Da mesma forma, o delegado explicou que, juntamente com o prefeito de Hornachos, o general da Guarda Civil e membros da UCO estiveram com os familiares de Francisca Cadenas para lhes transmitir seu apoio e “agradecer a confiança que demonstraram durante tanto tempo na Guarda Civil” e “que demonstraram para que sempre soubessem que o caso seria resolvido, como de fato aconteceu”.

“Podemos nos considerar satisfeitos com a resolução do caso, evidentemente é um caso problemático nesse sentido para eles e que passaram por momentos muito difíceis durante todo esse tempo”, reconheceu, para apontar que a família de Cadenas lhes transmitiu que “de alguma forma” o que sentiam era “tranquilidade”.

Da mesma forma, Quintana quis felicitar “muito especialmente” a Guarda Civil e a UCO e valorizou que se pode dizer que tiveram na Extremadura “a elite” da Benemérita para resolver este caso, que está sob sigilo de justiça e do qual “apenas” pode indicar que “os restos mortais são compatíveis com o desaparecimento de Francisca Cadenas”.

Sobre os detidos, ele explicou que eles serão levados à justiça dentro de 72 horas e que não sabe se irão para Zafra ou Villafranca de los Barros, ao mesmo tempo em que enfatizou que o trabalho deve continuar, pois ainda não foi concluído.

O CARINHO DE HORNACHOS Por sua vez, Francisco Buenavista quis “mostrar novamente o carinho de todo o povo de Hornachos” e sua “solidariedade com a família de Francisca Cadenas”, que esperou durante nove anos “pacientemente” para saber o destino da desaparecida, “que, ao que parece, hoje já conhecemos tragicamente”. “Pelo menos, se a suspeita for confirmada, esta família já pode descansar”. Ele também mostrou seu “orgulho” pela forma como sua cidade se comportou durante esses nove anos e “desde o primeiro minuto”, acompanhando a família nas diferentes buscas realizadas no município ou nas manifestações que ocorreram periodicamente para continuar chamando a atenção para este caso.

“É claro, e como não poderia deixar de ser, felicitar todos os profissionais da Guarda Civil que participaram nesta investigação”, afirmou o vereador, que salientou que “todos sabem que era um assunto extremamente complexo, mas, felizmente, tivemos os melhores conosco", ao mesmo tempo em que quis agradecer também a todos os que tornaram isso possível e desejou que "definitivamente tudo possa ser esclarecido e que também o povo de Hornachos possa descansar, porque já merece".

Sobre os familiares, o marido e os filhos de Francisca Cadenas, Buenavista indicou que “eles estão tranquilos, surpreendentemente tranquilos”. “Infelizmente, eles já tinham, creio eu, muito claro que isso não poderia ter um desfecho feliz depois de tanto tempo e, nesse sentido, estavam tranquilos, mas também esperançosos de que efetivamente seja o que parece e possam finalmente saber qual foi o destino de sua mãe”, disse ele, “e esperando, como todos esperamos, que seja feita justiça à nossa vizinha Francisca”.

Ao mesmo tempo, sobre estes nove anos e o que este caso significou para Hornachos, ele disse aos jornalistas que eles podiam imaginar, quando “de um dia para o outro, um de nós desaparece sem motivo aparente”. “Vocês compreenderão que houve hipóteses de todo o tipo, mas acredito que, no final, as pessoas mantiveram um comportamento, como digo, exemplar. Podemos nos orgulhar, como povo, da conduta coletiva que mantivemos, da solidariedade que o povo demonstrou em todos os momentos com a família”, destacou.

Por último, Buenavista também citou “o respeito que sempre tiveram”, “embora às vezes não compreendêssemos as decisões que estavam sendo tomadas”, pelo trabalho que a Guarda Civil vem realizando, ao qual acredita que todo o povo de Hornachos está “muito grato”.

Fontes da Benemérita indicaram que os detidos passaram a noite nas instalações do quartel da Guarda Civil de Zafra e que, durante a manhã desta quinta-feira, continuam as buscas em Hornachos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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