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A comissão de investigação do Congresso mantém a fórmula de um depoimento à porta fechada que será divulgado posteriormente MADRID 6 fev. (EUROPA PRESS) -
A Comissão de Supervisão do Congresso dos EUA não atenderá ao pedido do casal Clinton de testemunhar em uma sessão aberta e, em vez disso, serão realizados dois depoimentos a portas fechadas, cujo conteúdo será posteriormente publicado na íntegra, confirmou o presidente republicano da comissão, James Comer, que argumentou que não deseja que o comparecimento do casal sobre o caso Epstein se transforme em um circo midiático.
Comer respondeu na Fox News ao desafio lançado ontem pela ex-secretária de Estado norte-americana: “Se você quer briga, congressista Comer, vamos brigar em público”, disse Hillary Clinton nas redes sociais após anunciar que testemunharia ao lado de seu marido, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton. “Você adora falar sobre transparência e não há nada mais transparente do que uma audiência pública, com as câmeras ligadas”, reforçou. O criminoso sexual Epstein visitou a Casa Branca até 17 vezes durante o mandato de Bill Clinton, que, por sua vez, voou no avião de Epstein cerca de 27 vezes, segundo Comer. O democrata também aparece em várias fotografias publicadas pelo Departamento de Justiça no âmbito da divulgação dos arquivos de Epstein aprovada pelo Congresso, incluindo uma foto em uma jacuzzi em uma propriedade do bilionário falecido.
O presidente da comissão respondeu que o depoimento a portas fechadas acabará por satisfazer todas as partes. “O seu depoimento acabará por ser publicado, por isso o seu desejo será satisfeito com fotos, vídeos e transcrições”, afirmou Comer em comentários à emissora conservadora. “O que ela quer é uma audiência pública e isso é mais entretenimento do que substância. Esta questão trata das vítimas, não dos Clinton”, acrescentou o representante republicano. Hillary Clinton deve testemunhar em 26 de fevereiro, enquanto Bill Clinton prestará depoimento no dia seguinte, 27 de fevereiro.
Uma porta-voz da comissão lembrou pouco depois que as intimações enviadas aos Clinton deixavam muito claro que seus depoimentos seriam à porta fechada. “Mas os Clinton estão fazendo ‘o Clinton’ e tentando distorcer os fatos porque ninguém acredita em suas declarações”, de acordo com um comunicado divulgado pela emissora CNBC.
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