Publicado 14/07/2026 02:58

Os rebeldes houthis assumiram a autoria de um ataque ao aeroporto saudita de Abha, após o bombardeio ao aeroporto de Sanaa

Archivo - Arquivo - SANAA, 20 de dezembro de 2024  -- O porta-voz militar houthi, Yahya Sarea, discursa em uma manifestação de apoiadores houthis em Sanaa, no Iêmen, em 20 de dezembro de 2024. O grupo houthi do Iêmen afirmou ter lançado, na sexta-feira, n
Europa Press/Contacto/Mohammed Mohammed - Arquivo

MADRID 14 jul. (EUROPA PRESS) -

Os rebeldes houthis do Iêmen anunciaram um ataque contra o Aeroporto Internacional de Abha, na Arábia Saudita, em resposta ao bombardeio que, horas antes, atribuíam ao Exército da Arábia Saudita contra o aeroporto da capital do Iêmen, Sanaa, mas cuja autoria foi reivindicada pelo Exército do Iêmen — ligado às autoridades reconhecidas internacionalmente, com sede na cidade de Áden (sul) —, sem que tenham sido divulgados números oficiais de vítimas ou danos e sem que Riade tenha se pronunciado sobre o assunto.

“As forças armadas iemenitas realizaram uma operação militar contra o Aeroporto Internacional de Abha com mísseis balísticos e drones”, anunciou o porta-voz militar dos houthis, Yahya Sari, que enquadrou a operação como uma “resposta” à “agressão criminosa saudita”.

Nesse contexto, ele defendeu que Riade é “plenamente responsável pelas graves consequências dessa agressão brutal, que beneficia o inimigo sionista-americano, e por todas as repercussões que dela decorram”, ao mesmo tempo em que reafirmou o “firme compromisso” dos rebeldes huti de “repelir a agressão e levantar o bloqueio injusto imposto” ao seu país.

“Nesse contexto, (as milícias huti) alertam todas as companhias aéreas para que não sobrevoem o espaço aéreo saudita e as instam a levar a sério nossos avisos até que o bloqueio ao Aeroporto Internacional de Sanaa seja levantado”, afirmou Sari.

Nesse sentido, o porta-voz também transmitiu seu “sincero agradecimento à República Islâmica do Irã por sua assistência à República do Iêmen para levantar o bloqueio injusto do Aeroporto Internacional de Sanaa e por facilitar os voos humanitários de e para esse aeroporto”.

Apesar das alusões dos huti a Riade, foi o Exército do Iêmen que reivindicou a autoria do ataque e afirmou que o objetivo era “impedir que um avião iraniano pousasse em território iemenita”, segundo um breve comunicado nas redes sociais. Esse avião teria sido redirecionado, por fim, para Teerã, de acordo com o site de rastreamento de voos Flightradar.

Quanto ao ataque huti contra o aeroporto saudita de Abha, o porta-voz das forças da coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen, Turki al Maliki, afirmou nas redes sociais que “as defesas aéreas enfrentaram as ameaças de mísseis balísticos lançados pela milícia terrorista huti contra a região sul” do país. Embora não tenha fornecido mais detalhes, o próprio site Flightradar indicou um fechamento temporário do aeroporto e o desvio de voos após a detecção dos lançamentos de mísseis.

Essa última troca de hostilidades ocorreu depois que as autoridades iemenitas e os houthis se acusaram mutuamente de atrasar uma troca de mais de 1.700 prisioneiros, prevista para sábado, após o acordo alcançado graças à mediação das Nações Unidas, no que seria o maior processo de libertação de prisioneiros desde o início da guerra em 2015.

A guerra no Iêmen acabou por mergulhar aquele que era um dos países mais pobres do mundo em uma das piores catástrofes humanitárias da atualidade. Os esforços para promover um acordo de paz entre os rebeldes e as autoridades reconhecidas internacionalmente, apoiadas militarmente pela Arábia Saudita, não permitiram, até o momento, chegar a um acordo de paz.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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