Publicado 06/08/2026 12:02

Os rebeldes houthis assumem a autoria de ataques contra acampamentos do governo em Marib e Hadramaut

Archivo - Arquivo - SANAA, 20 de dezembro de 2024  -- O porta-voz militar dos houthis, Yahya Sarea, discursa em uma manifestação de apoiadores dos houthis em Sanaa, no Iêmen, em 20 de dezembro de 2024. O grupo houthi do Iêmen afirmou ter lançado, na sexta
Europa Press/Contacto/Mohammed Mohammed - Arquivo

MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -

Os rebeldes houthis do Iêmen assumiram a autoria, nesta quinta-feira, de uma onda de ataques com foguetes e drones contra acampamentos militares do governo nas províncias de Marib e Hadramut, localizadas no leste e no norte do país.

“Nossas Forças Armadas realizaram uma operação militar de grande escala e de alta qualidade contra concentrações do inimigo saudita nas áreas de Al Ruaik, Al Abr, Al Zaniyh e outros acampamentos pertencentes às chamadas Primeira e Terceira Divisões de Emergência”, afirmou o porta-voz militar dos houthis, Yahya Sari, nas redes sociais.

Mais especificamente, ele afirmou que “centenas de mercenários sauditas” morreram, enquanto conseguiram “destruir e incendiar um grande número de acampamentos, depósitos e armamentos do inimigo”, embora, por enquanto, não haja um número oficial de mortos.

Por sua vez, o centro de mídia da Primeira Divisão das Forças de Emergência do Iêmen confirmou nas redes sociais que “as milícias huti atacaram acampamentos das Forças Armadas”, o que provocou “perdas materiais e humanas”.

Paralelamente à escalada da violência no terreno, o Ministério da Defesa do governo reconhecido internacionalmente anunciou o lançamento de uma ampla campanha de segurança que abrange várias províncias, com atenção especial às de Hadramut e Al Mahra.

Isso ocorre após a morte de Osama al Radfani, um alto comandante das Forças Escudo da Pátria — milícia alinhada ao governo do Iêmen e apoiada financeiramente pela Arábia Saudita —, em uma emboscada na província de Hadramut durante o fim de semana.

O ministro da Informação do Iêmen, Muamar Al Eryani, atribuiu o ataque à insurgência huti, descrevendo-o como parte do que chamou de uma campanha sistemática dirigida contra altos comandantes militares, autoridades de segurança e figuras envolvidas nos esforços para restaurar a autoridade do Estado.

“Este crime covarde revela mais uma vez a natureza terrorista dessa milícia, que só acredita na lógica do terrorismo, do assassinato e dos atentados, e que utiliza o caos e a violência como meios para implementar a agenda do regime iraniano no Iêmen e na região”, afirmou ele nas redes sociais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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