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EL EJIDO (ALMERÍA), 20 (EUROPA PRESS)
Os quatro feridos no tiroteio ocorrido em El Ejido (Almería), no qual morreram dois moradores do município, supostamente às mãos do próprio filho, continuam internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), embora a jovem de 19 anos atendida no Hospital Universitário Poniente tenha recebido alta da ventilação mecânica e “apresente evolução favorável”, conforme informou nesta quarta-feira o prefeito de El Ejido, Francisco Góngora (PP).
O prefeito ofereceu esta atualização após o minuto de silêncio realizado na Praça Principal do município em memória dos dois moradores falecidos nos fatos ocorridos em El Canalillo e em sinal de “repulsa e condenação”, no âmbito de um dia de luto oficial decretado pela Prefeitura como demonstração de “respeito” e “profundo pesar”.
Quanto aos dois menores internados na UTI pediátrica do Hospital Materno Infantil Princesa Leonor — o bebê de sete meses do detido e uma menina de 21 meses que não pertence à família —, ele indicou que permanecem em observação, sem que tenham ocorrido alterações em seu estado.
Também permanece na UTI o homem de 60 anos transferido para o Hospital Universitário Torrecárdenas, que foi submetido a uma cirurgia de emergência devido a um impacto de bala no crânio e continua em observação.
O detido, um homem de 25 anos, foi preso por volta das 4h da manhã de terça-feira como suposto autor da morte a tiros de seus pais e de ter ferido outras quatro pessoas. As primeiras denúncias alertaram, pouco depois das 23h, sobre um tiroteio em uma zona conhecida como El Canalillo, próxima a Balanegra, onde foram localizadas duas pessoas mortas dentro de um carro com impactos de bala.
A Guarda Civil investiga os fatos como um episódio de “violência doméstica” e aponta que o suposto autor poderia sofrer algum tipo de “transtorno mental”. Além disso, procura determinar a proveniência da arma, já que o detido não possuía licença.
GÓNGORA PEDE QUE SE ESCLAREÇAM OS FATOS ANTERIORES AO INCIDENTE
O prefeito de El Ejido defendeu a necessidade de “esclarecer” os fatos anteriores ao incidente e saber se havia ameaças, maus-tratos ou algum aviso prévio sobre o risco que o detido poderia representar.
“Temos que ser muito claros e temos que ir até o fundo da questão”, afirmou Góngora, que propôs que se determine que conhecimento a Guarda Civil ou a Subdelegação do Governo poderiam ter sobre a situação anterior.
Nesse sentido, ele reclamou mais recursos para a Guarda Civil e um reforço nas atividades de investigação em determinadas zonas do município e da província onde, segundo ele, existem focos de cultivo de maconha, tráfico de drogas e porte de armas.
Góngora afirmou que esses focos estão ligados a “clãs” que, segundo ele, movimentam “muitos recursos econômicos”, possuem armas e protagonizam confrontos e rivalidades. Nesse ponto, ele ressaltou que não quer “estigmatizar nenhum caso”, embora tenha sustentado que se conhecem os locais onde essas atividades criminosas ocorrem.
A investigação continua a cargo da Unidade Orgânica da Polícia Judicial do Comando de Almería. Na busca pelo suspeito participaram unidades territoriais, de segurança cidadã, GAR e de investigação da Guarda Civil, além da Polícia Local de El Ejido.
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