Publicado 13/03/2025 14:53

Os promotores rejeitam a defesa de Bolsonaro e seus associados e propõem que eles sejam acusados de golpe de Estado.

BRASÍLIA, 19 de fevereiro de 2025 -- O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (C) é fotografado no prédio do Congresso Nacional em Brasília, Brasil, em 18 de fevereiro de 2025.   O procurador-geral do Brasil entrou com uma ação penal contra o ex-presiden
Europa Press/Contacto/Lucio Tavora

MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) -

O Ministério Público do Brasil rejeitou as alegações da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus associados e é a favor de que eles sejam acusados pelo Supremo Tribunal Federal por crimes de golpe de Estado e insurreição.

Trata-se, no entanto, de uma declaração protocolar, como parte da denúncia recebida pelo Supremo Tribunal Federal, que abre prazo para que a defesa dos réus apresente seus argumentos.

O Ministério Público ressaltou que a investigação contém "detalhadamente" os fatos que constituem um crime, e também aborda a conduta criminosa de cada um dos acusados de "forma compreensível e individualizada".

Além de Bolsonaro, o Ministério Público se refere, entre outros, aos ex-ministros da Defesa Paulo Sergio Nogueira e Walter Braga Netto; ao ex-ministro da Segurança da Presidência, general Augusto Heleno; ao ex-assessor do ex-presidente brasileiro Mauro Cid; ou ao ex-chefe da Marinha, almirante Garnier Santos.

Entre outras alegações, as defesas argumentaram que o Supremo Tribunal Federal não é o foro competente para julgar esses casos, a falta de acesso a todas as provas ou que o relator do caso - o juiz Alexandre de Moraes - havia excedido seus poderes. Todos esses argumentos eram infundados e foram rejeitados pelo Ministério Público.

Cabe agora a Moraes preparar seus argumentos sobre cada um dos acusados e apresentá-los a seus colegas juízes da Suprema Corte, que decidirão se rejeitam as alegações ou acusam Bolsonaro e seu círculo íntimo.

Bolsonaro é uma das cerca de 30 pessoas que foram acusadas de golpe de Estado pelos ataques a instituições em Brasília em 8 de janeiro de 2023 por uma multidão de apoiadores do ex-presidente que estavam insatisfeitos com a vitória eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva.

A promotoria ressaltou que Bolsonaro tentou impedir que o resultado presidencial de 2022 fosse cumprido de forma coordenada, embora "o plano" tenha começado em 2021 com uma série de outras ações e declarações questionando as decisões dos tribunais e a limpeza do sistema eleitoral.

O Ministério Público também alertou sobre a existência de um plano de Bolsonaro para realizar não apenas um golpe de Estado, mas também os assassinatos de Lula, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do juiz do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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