Publicado 03/09/2025 01:33

Os promotores brasileiros consideram "imperativo" condenar Bolsonaro e seus aliados para "manter um estado democrático".

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Europa Press/Contacto/Leandro Chemalle - Arquivo

MADRID 3 set. (EUROPA PRESS) -

O Ministério Público do Brasil pediu na terça-feira a condenação de todos os acusados da tentativa de golpe de Estado após a vitória eleitoral do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo seu antecessor, Jair Bolsonaro, na primeira audiência do julgamento por um evento que descreveu como "atroz e sinistro". Assim, ele considerou "imperativo" punir os oito acusados nesse caso.

"Os atos que compõem o panorama atroz e sinistro da denúncia constituem ataques de grande importância contra as instituições democráticas. Não podem ser tratados como atos de menor importância, como devaneios utópicos, como aventuras irrefletidas, nem como atos imprudentes que, com o tempo, serão reduzidos a um agradável plano de meras curiosidades irreverentes da vida nacional", defendeu o procurador-geral do país latino-americano, Paulo Gonet, durante uma sessão relatada pela agência de notícias brasileira.

Em sua alegação perante o Supremo Tribunal Federal, ele alertou sobre fatos "que devem ser considerados graves enquanto quisermos manter a existência de um estado democrático de direito".

Gonet afirmou que "nenhuma medida jurisdicional, entretanto, tem valor contra a usurpação do poder pela força bruta", embora tenha acrescentado que "a defesa da ordem democrática encontra espaço no direito democrático para se reafirmar, se fortalecer e se dignificar quando o ataque iniciado contra ela não se concretiza".

Nesse sentido, o promotor ressaltou que "atua como um impedimento contra tentativas de golpe e expõe a tenacidade e a determinação dos cidadãos em manter a vida pública, inspirada na importância dos direitos fundamentais e na constância de escolhas essenciais em termos de coexistência política".

Especificamente, Bolsonaro e os outros envolvidos na trama são acusados de abolição violenta do estado democrático de direito e tentativa de golpe de estado, delitos previstos no artigo 359 do Código Penal, pelos quais podem pegar de três a 12 anos de prisão.

Outras acusações contra eles incluem participação em uma organização criminosa armada, que prevê penas de três a oito anos de prisão; danos ao patrimônio público, pelos quais podem pegar penas mínimas de seis meses a três anos; e danos à propriedade, que prevêem penas de um a três anos.

Se condenado, o ex-presidente Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, poderá ser condenado a mais de 40 anos de prisão, além de ficar indefinidamente impedido de ocupar cargos públicos.

Além do líder da extrema-direita, do ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto e do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, também estão sendo acusados Alexandre Ramagem, deputado e ex-chefe de inteligência durante o mandato de Bolsonaro; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier; o ex-chefe de segurança Augusto Heleno; e o ex-ministro da Defesa Paulo Sergio Nogueira.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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