Europa Press/Contacto/Nadia Tecuapetla
MADRID 20 jun. (EUROPA PRESS) -
A Coordenadora Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) decidiu na noite de sexta-feira (de madrugada na Espanha) a suspensão de sua greve nacional após 19 dias de protestos e o desmontamento dos acampamentos instalados na Cidade do México e em outras cidades do país, após as mobilizações para exigir uma reforma do sistema de aposentadorias.
O fim desta etapa da luta, não significa que tenhamos sido “derrotados”, mas sim mais um passo para “voltarmos com maior força, determinação e inteligência”, argumentou Pedro Hernández Morales, secretário-geral da Seção 9 de Cidade do México, durante a assembleia do sindicato que decidiu suspender a greve.
“A luta foi histórica. Não apenas porque denunciamos um governo que não está do lado dos trabalhadores, mas também das Afores (Administradoras de Fundos de Aposentadoria). Fomos notícia nacional e internacional, e cumprimos o objetivo de mostrar que no país não existe um sistema de aposentadoria para todos os trabalhadores. E isso foi trazido à tona pela CNTE”, acrescentou Hernández.
Agora, os professores voltarão aos seus estados, “não por uma questão de derrota, mas para nos reorganizarmos”. “Corresponsabilidades: precisamos voltar aos nossos espaços e fazer um balanço dessa jornada de luta e, também, levar essa reflexão para o nível nacional”, explicou.
Os professores exigiam a revogação da Lei do Instituto de Seguridade e Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado de 2007, que privatizava seu sistema de aposentadoria e eliminava o direito à aposentadoria vitalícia. O governo ofereceu apenas a criação de uma seguradora pública para garantir o pagamento de suas aposentadorias e o fim da Unidade do Sistema para a Carreira dos Professores (Usicamm).
“Nestes últimos dias, ficou evidente a intransigência do governo federal”, destacou a secretária-geral da Seção 22 de Oaxaca, Yenny Aracely Pérez Martínez.
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