Diego Radamés - Europa Press - Arquivo
MADRID 25 abr. (EUROPA PRESS) -
Os protocolos internos implementados pelo Ministério do Interior resultaram em 13 guardas civis com processos disciplinares em andamento desde 2019, bem como 27 casos confirmados na Polícia Nacional desde 2023.
Os dados foram detalhados pelo Ministério do Interior em uma resposta parlamentar datada de 10 de abril, à qual a Europa Press teve acesso, na qual se lembra que esses protocolos estão sendo revisados atualmente, conforme anunciado pelo titular da pasta, Fernando Grande-Marlaska, após a denúncia de uma subordinada contra o diretor adjunto operacional (DAO) da Polícia Nacional, José Ángel González.
No que diz respeito à Guarda Civil, o Ministério do Interior esclarece que há denúncias contra sete agentes por crimes de assédio sexual desde 2019, das quais uma resultou em condenação e três em acusação. “Todos os agentes estavam na ativa e quatro deles tinham responsabilidades hierárquicas”, acrescenta.
A pedido do EH Bildu, o Ministério do Interior explica que a Inspeção Extraordinária Incidental (IEI) é um recurso previsto na Instrução 2/2025 da Secretaria de Estado de Segurança, sobre a organização e o funcionamento da Inspeção de Pessoal e Serviços de Segurança (IPSS), e que se pretende realizá-la “com a maior celeridade possível”.
PROTEÇÃO DA VÍTIMA
Por esse motivo, acrescenta, uma equipe de inspeção composta por membros do Ministério do Interior está atualmente analisando os protocolos internos de atuação da Polícia Nacional e da Guarda Civil diante de situações de assédio sexual, assédio por motivo de sexo, gênero, orientação e identidade sexual, bem como diante da violência de gênero.
No entanto, o departamento dirigido por Fernando Grande-Marlaska destacou os protocolos internos para canalizar denúncias, ressaltando que “são adotadas as medidas de proteção, apoio e informação necessárias no âmbito organizacional e assistencial, bem como, se a vítima assim o solicitar, medidas de aconselhamento confidencial e acompanhamento especializado”.
“O procedimento de inspeção está em andamento e em fase preliminar, o que impede, de acordo com critérios de prudência e rigor, formular um resultado ou conclusões definitivas até sua conclusão total”, conclui o Ministério do Interior.
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