Alberto Ortega - Europa Press - Arquivo
MADRID 16 jan. (EUROPA PRESS) - Os partidos da órbita da Sumar manifestaram que a prioridade é revalidar as alianças políticas e minimizaram a importância da questão dos nomes, seguindo o critério da IU que apela a superar o âmbito da atual confluência e a procurar uma nova marca eleitoral.
O coordenador federal da IU, Antonio Maíllo, afirma em seu relatório político preliminar, que será submetido à Coordenação Federal de sua formação, que é evidente que a coalizão Sumar, tal como é conhecida atualmente, “não é um instrumento capaz de aglutinar o conjunto de organizações e pessoas que se uniram para evitar um governo do PP e do Vox”.
Por isso, aposta em conseguir um novo nome que seja um guarda-chuva para o conjunto das forças políticas e que não volte a ocorrer a “confusão do todo pela parte”.
A esse respeito, a ministra da Saúde e líder do Más Madrid, Mónica García, garantiu que o Sumar foi a semente para criar um espaço da esquerda alternativa “coordenado, coeso e fraterno” para o próximo ciclo eleitoral, que deve persistir para além de “nomes ou siglas”. Por sua vez, salientou que o Podemos decidiu sair do “barco” e seguir outro caminho.
Desta forma, defendeu que o relevante é que a confluência que agrupa o sócio minoritário do Governo se fortaleceu, com melhorias na coordenação entre as diferentes formações, e que a chave é aprofundar alianças virtuosas que, em sua opinião, são algo inédito na esquerda alternativa, marcada por choques.
RESPEITO À OPINIÃO DA IU Por outro lado, no Movimento Sumar limitam este relatório à opinião de um dos partidos e destacam que já demonstraram muitas vezes, tanto no Executivo como no grupo parlamentar, que o seu objetivo é manter uma aliança que permita revalidar o Governo progressista.
“A prioridade é garantir que continuemos governando, conquistando direitos e sendo um freio à extrema direita”, aprofundam setores da formação consultados pela Europa Press para destacar que sua ação política agora está voltada para a habitação e, concretamente, para conseguir a prorrogação dos aluguéis.
Por isso, sublinham que já chegarão as conversas sobre a forma que o espaço assumirá de cara às futuras eleições gerais, e que as questões dos nomes serão secundárias porque o primordial é o programa político. NÃO HÁ NADA DE NOVO, SUMAR RENUNCIOU A SER O GUARDIÃO DE ORGANIZAÇÕES
Da mesma forma, fontes dos Comunes também admitem à Europa Press sua surpresa com o impacto do relatório de Maíllo, que “não diz nada de novo” em relação ao que esta formação vem mantendo há meses. Depois de indicar que respeitam os debates internos de qualquer organização, consideram normal que a IU aborde em seus órgãos o futuro do espaço para o próximo ciclo eleitoral.
A formação catalã coloca o foco na essencialidade da vontade dos partidos da Sumar no Governo de estreitar sua relação, aprofundar o debate e a tomada de decisões conjuntas e implantar uma organização mais eficaz.
Além disso, eles destacaram que a questão essencial é mostrar aos cidadãos progressistas que há um “horizonte” para oferecer uma candidatura ampla e incorporar mais organizações, já que, no caso deles, mantêm a mão estendida para o Podemos.
Em relação à questão da marca eleitoral, os Comunes pedem calma, uma vez que esse debate sobre nomes e lideranças ainda está por vir e que, por enquanto, a denominação Sumar é “válida” e eles estão confortáveis com ela.
De qualquer forma, eles apontam que Sumar já renunciou a ser um guarda-chuva para o conjunto de organizações e optou por evoluir para ser mais um partido no ecossistema da esquerda, além do PSOE.
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