Gustavo Valiente - Europa Press - Arquivo
O formato permanecerá o mesmo: 50 minutos por grupo e o PP fará a última pergunta.
MADRID, 26 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente do governo, Pedro Sánchez, comparecerá nesta quinta-feira à comissão de investigação do Senado sobre todas as ramificações do "caso Koldo", onde o PP ainda não sabe quem será o encarregado de interrogá-lo, enquanto ERC, Junts e PNV ainda não decidiram se participarão desse interrogatório.
Essa comissão de investigação, que vem trabalhando há mais de um ano e meio, já realizou quase 90 audiências, incluindo as dos ministros Ángel Víctor Torres (convocado em três ocasiões), Fernando Grande-Marlaska, María Jesús Montero, Luis Planas e Elma Saiz. O ex-ministro José Luis Ábalos e o ex-ministro e atual presidente da Generalitat, Salvador Illa, bem como a presidente do Congresso e ex-presidente das Ilhas Baleares, Francina Armengol, entre outros, também compareceram.
A ideia dos "populares" é manter o mesmo formato das apresentações anteriores: 50 minutos por grupo para questionar Sánchez e a ordem de intervenção será do menos para o mais representado, ou seja, o PP será o último a questionar o Presidente do Governo.
Deve-se observar que esse formato gerou anteriormente algumas dúvidas internas no Grupo Popular, pois há vozes que acreditam que o foco será tomado pelos senadores que fizerem as perguntas primeiro, que nesse caso são a Unión del Pueblo Navarro (UPN) e a Vox.
QUAIS GRUPOS ESTARÃO PRESENTES?
A maioria dos grupos parlamentares se ausentou dos mais de 90 comparecimentos que essa comissão de investigação está realizando, embora a intenção da maioria dos partidos representados no Senado seja aproveitar o comparecimento de Sánchez para participar desse fórum, conforme relatado à Europa Press por fontes parlamentares.
A Vox e a UPN compartilham o Grupo Misto e é comum ver a senadora María del Mar Caballero (UPN) e o senador Ángel Pelayo (Vox) nas sessões da comissão de inquérito. Além disso, eles serão os primeiros a questionar Sánchez na próxima quinta-feira.
No caso do Grupo Izquierda Confederal, seu porta-voz é o senador por Pitiusas Juanjo Ferrer, embora ele não possa comparecer, e o grupo ainda está decidindo quais membros participarão da apresentação de Sánchez e como os 50 minutos serão distribuídos.
Do lado do PNV, fontes do partido explicaram à Europa Press que sua participação na aparição de Sánchez ainda está em aberto, pois nunca compareceram a nenhum interrogatório dessa comissão de inquérito, embora a decisão final caiba à liderança do partido.
JUNTS DECIDIRÁ NA SEGUNDA-FEIRA
Algo semelhante acontece com o Junts, que decidirá na próxima segunda-feira se comparecerá ao interrogatório de Sánchez. No entanto, o partido de Carles Puigdemont compartilha um grupo com a Coalición Canaria, o BNG e a Agrupación Herreña Independiente.
Por sua vez, o grupo formado por ERC e EH Bildu confirmou que a porta-voz republicana no Senado, Sara Bailac, e o senador Joan Queralt estarão presentes, embora ainda não tenham avaliado se intervirão. Se o fizerem, dividirão o tempo com o porta-voz do EH Bildu, Gorka Elejabarrieta.
E é de se esperar que o PSOE queira apoiar Sánchez com sua equipe sênior no Senado, e até mesmo a possibilidade de que alguns membros do parlamento compareçam não está descartada.
APOSTAS NO PP
O que ainda não se sabe é quem estará encarregado pelo PP de questionar Sánchez durante essa aparição, embora a porta-voz "popular" na Câmara Alta, Alicia García, já tenha confirmado que não pretende fazer isso e que deixará a questão para os membros desse fórum.
Fontes populares indicaram que sua intenção é não revelar o nome da pessoa que questionará Sánchez até o dia do comparecimento, alegando que isso é o que sempre fazem em todos os interrogatórios, embora tenham descartado a possibilidade de permitir a participação de mais de um senador.
Os membros do PP dessa comissão de inquérito são Alejo Joaquín de Miranda, Ana Beltrán, Francisco Bernabé, Gerardo Camps, Rocío Divar, Salvador de Foronda, Miguel Ángel Jerez, Fernando Martínez-Maíllo, José Antonio Monago, Enrique Ruiz Escudero, Luis Santamaría, Juan Sanz Vitorio, Alfonso Serrano e Antonio Silván.
Também fazem parte da diretoria do comitê os "populares" Eloy Suárez, José Manuel Balseiro e Inmaculada Hernández.
MAIS EXPECTATIVA DA MÍDIA
De qualquer forma, o Senado já iniciou os preparativos para receber essa aparição de Pedro Sánchez e planeja instalar mais salas, tendo em vista o aumento do número de jornalistas, além de reforçar a segurança para a presença do chefe do Executivo.
Conforme explicado à Europa Press por fontes do Senado, a instituição já está trabalhando nos credenciamentos para a presença de Sánchez, que está programada para quinta-feira, 30 de outubro, a partir das 9 horas.
No entanto, essas mesmas fontes especificam que o Senado já está acostumado com os preparativos para a presença do chefe do Executivo na Câmara Alta, lembrando que Sánchez já protagonizou vários "cara a cara" com o líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, durante a última legislatura, quando o chefe da oposição era senador.
Esses confrontos entre Sánchez e Feijóo geraram muita expectativa na mídia, e o Senado já tem a experiência de criar salas adicionais para lidar com o aumento do número de jornalistas.
Da mesma forma, a presença de Sánchez no Senado também implica um reforço na segurança, já que ele é o chefe do Executivo, algo em que a Câmara Alta já está trabalhando.
A APARIÇÃO NO SENADO
Essas mesmas fontes disseram à Europa Press que a instituição estará "totalmente comprometida" com a presença de Sánchez nesse dia, já que a previsão é de que não haverá outros eventos em 30 de outubro.
No entanto, ainda não se sabe em que sala o Presidente do Governo será interrogado, pois essa decisão corresponde à Mesa da Comissão de Inquérito, na qual o PP tem maioria absoluta.
Quase todas as audiências foram realizadas na sala Clara Campoamor do Senado, que tem uma capacidade menor por ser uma sala projetada para comissões, embora a Mesa possa mudar para uma sala maior devido ao número de pessoas que se espera que compareçam a essa audiência.
Deve-se levar em conta também que a sala Clara Campoamor fica no último andar do Senado e a entrada da sala costuma ficar lotada de jornalistas durante as audiências mais midiáticas, o que também pode influenciar a Mesa na hora de tomar essa decisão.
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