MINISTERIO DE ASUNTOS EXTERIORES DE ARGENTINA
MADRID 2 maio (EUROPA PRESS) -
Os governos do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) defenderam nesta sexta-feira "priorizar" e "promover" negociações com "países comercialmente relevantes" no segundo semestre de 2025, em um contexto marcado pela guerra tarifária lançada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o acordo pendente de ratificação com a União Europeia.
Os ministros das Relações Exteriores do bloco se reuniram na Argentina para aproximar posições "em um clima de cordialidade e confiança", como diz a nota emitida ao final da reunião, na qual é feita uma referência passageira ao pacto selado com a União Europeia para liberalizar o comércio transoceânico.
Os ministros das Relações Exteriores simplesmente destacaram a "importância" desse e de outros avanços, ao mesmo tempo em que aplaudiram o progresso em outras negociações, como aquelas com os Emirados Árabes Unidos e a Associação Europeia de Livre Comércio. A Comissão Europeia e os países do MERCOSUL concluíram o acordo em dezembro, mas a ratificação continua paralisada em meio a dúvidas de vários estados-membros da UE, incluindo a França.
A reunião de sexta-feira, a segunda do gênero em menos de um mês, também proporcionou uma oportunidade para os governos sul-americanos discutirem "perspectivas de integração regional". Eles concordam que é hora de "modernizar" a aliança "diante de uma situação internacional que é dinâmica, desafiadora e caracterizada por uma mudança substancial no comércio internacional", embora o comunicado não faça alusão a Trump.
Nesse sentido, eles pediram a eliminação das restrições comerciais dentro da área, a consolidação das cadeias de valor e o progresso na harmonização regulatória, entre outras medidas.
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