Publicado 09/07/2026 14:22

Os países do Golfo condenam os ataques “brutais” do Irã contra interesses dos Estados Unidos na região

Archivo - Arquivo - 5 de junho de 2023, Túnis, Túnis, Tunísia: O presidente tunisiano Kais Said recebe Jassim Mohamed Al-Budaiwi, secretário-geral do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo, no Palácio de Cartago, em 5 de junho de 2023
Europa Press/Contacto/Tunisian Presidency

MADRID 9 jul. (EUROPA PRESS) -

O Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo (conhecido como CCG) divulgou nesta quinta-feira um comunicado condenando os ataques iranianos contra dois petroleiros — um do Catar e outro da Arábia Saudita — enquanto passavam pelo Estreito de Ormuz, bem como contra interesses e instalações dos Estados Unidos em seus territórios.

Para o CCG, trata-se de uma situação “inaceitável”, e o Conselho destacou que os ataques contra esses dois petroleiros não apenas colocaram em risco a vida de suas tripulações, mas também o abastecimento energético mundial.

Além disso, os ataques “repetidos e brutais” das forças iranianas contra o Kuwait e o Bahrein “constituem uma grave violação” de diversas normas internacionais, entre elas o Direito Internacional, a liberdade de navegação marítima e até mesmo do acordo de entendimento que Teerã e Washington ratificaram para tentar pôr fim à guerra, começando pela decretação de um cessar-fogo e pela reabertura de Ormuz.

O CCG expressou a “total solidariedade” entre os países que o compõem e relembrou que se reserva o direito legítimo à defesa com base na Carta das Nações Unidas. “Qualquer ataque contra um Estado-membro é considerado um ataque direto contra todos”, ressaltou.

Assim, o CCG considerou o Irã “plenamente responsável por esses ataques e por suas repercussões” e alertou que, caso continue com essa hostilidade, a paz e a segurança regionais e internacionais, a segurança da navegação, bem como a estabilidade dos mercados energéticos e da economia mundial, ficarão comprometidas.

Por tudo isso, os países do Golfo apelaram à comunidade internacional, em particular ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, para que condene o ocorrido e adote as medidas “firmes” necessárias para evitar novos ataques iranianos, garantir a estabilidade da região e a plena liberdade de navegação no Estreito de Ormuz “sem restrições e sem a imposição de taxas de trânsito ou de serviço”.

Da mesma forma, exigem que o Irã cumpra suas obrigações internacionais, entre elas o acordo de entendimento com os Estados Unidos “para contribuir para consolidar a segurança e a estabilidade na região e no mundo”.

O Exército do Irã reivindicou nesta quinta-feira vários ataques contra “bases” e instalações dos Estados Unidos no Kuwait, no Bahrein e no Catar, em resposta aos bombardeios realizados nas últimas horas pelas forças americanas contra seu território, apesar do cessar-fogo acordado em abril.

Entre os alvos americanos atingidos, o Exército iraniano mencionou um sistema Patriot no Kuwait, uma antena de satélite do sistema de alerta antecipado no Catar e tanques de combustível do Exército dos Estados Unidos no Bahrein.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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