Europa Press/Contacto/Ammar Safarjalani
MADRID 3 jul. (EUROPA PRESS) -
Os países árabes do Golfo Pérsico condenaram nesta sexta-feira o atentado a bomba perpetrado na quinta-feira em um café localizado próximo ao Palácio da Justiça da capital da Síria, Damasco, um incidente que deixou pelo menos nove mortos e cuja autoria ainda não foi reivindicada.
O secretário-geral do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo (CCG), Jasim Mohamed al Budaiui, expressou sua “firme condenação” ao “ataque terrorista” contra o café, antes de expressar a “total solidariedade” do órgão com Damasco e reiterar seu “compromisso com a preservação da segurança e da estabilidade” no país.
Al Budaiui enfatizou a rejeição do bloco a “todas as formas de violência, terrorismo e atos que busquem minar a segurança, a paz e a estabilidade”, ao mesmo tempo em que transmitiu suas “profundas condolências” aos familiares das vítimas, segundo um comunicado divulgado pelo CCG.
O comunicado foi divulgado depois que o Conselho Democrático Sírio (CDS), braço político das autoridades curdo-sírias, condenou “firmemente” o atentado e denunciou que “trata-se de um ataque direto contra a segurança dos civis” que “serve como lembrete de que o terrorismo (...) continua representando uma ameaça direta à estabilidade da Síria e ao futuro de seu povo”.
“A luta contra o terrorismo e o combate às redes subjacentes e fontes de apoio constituem uma responsabilidade nacional compartilhada”, destacou, após o acordo alcançado com as autoridades centrais para uma unificação administrativa e territorial na sequência da queda do regime de Bashar al Assad em dezembro de 2024 e de meses de conflito desde então.
DENÚNCIAS DA TURQUIA E DA JORDÂNIA
Aos repúdios somaram-se países da região, como a Turquia e a Jordânia, que também expressaram suas condolências à Síria, a qual indicou que as primeiras investigações apontam para o uso de um artefato explosivo de fabricação artesanal “carregado com estilhaços”, sem apontar um responsável.
A explosão abalou um café popular na rua Al Nasr, na área de Hiyaz, a cerca de cem metros da entrada principal do Palácio da Justiça, onde, nos últimos dias, estão ocorrendo vários processos judiciais contra ex-altos funcionários do regime de Al Assad, entre eles Atef Nayib, ex-chefe da Segurança Política na província de Daraa.
Além disso, o ex-grande mufti Ahmad Badredín Hasun está sendo julgado, enquanto no final de junho teve início o julgamento contra Uasim al Assad, primo do presidente deposto, após sua prisão em junho de 2025 em uma operação realizada perto da fronteira com o Líbano.
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