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MADRID 7 maio (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo (CCG), Jasem Mohamed Albudaiwi, manifestou nesta quarta-feira sua “condenação e denúncia veementes” das “acusações falsas e inaceitáveis” apresentadas pelo Ministério das Relações Exteriores iraniano, que na quarta-feira divulgou sua própria condenação sobre a “conivência” dos Emirados Árabes Unidos (EAU) com as “partes hostis” a Teerã, ao mesmo tempo em que se gabava de “moderação” e negava ter atacado território dos Emirados.
Foi o que Albudaiwi expressou em um comunicado divulgado pelo Conselho, que reflete “a mais enérgica condenação e denúncia” por parte de seu secretário-geral sobre “as falsas e inaceitáveis acusações formuladas no texto emitido pelo Ministério das Relações Exteriores do Irã em relação aos Emirados Árabes Unidos”.
“Essas afirmações enganosas constituem uma extensão da escalada e da provocação adotadas pelo Irã em relação aos países da região”, reza a nota na qual o CCG acusa Teerã de ter “persistido em seus ataques brutais contra o território dos Emirados Árabes Unidos” e de prosseguir com “suas tentativas flagrantes de distorcer os fatos, em flagrante violação de todas as normas e leis internacionais".
Especificamente, o secretário-geral considerou que “o conteúdo da declaração iraniana reflete uma clara determinação de avivar as tensões e desestabilizar a segurança e a estabilidade regionais”, acrescentando que isso reafirma uma postura “hostil” por parte da República Islâmica que “ameaça a segurança da região e a paz de seus povos”.
Nesse sentido, Albudaiwi destacou que todos os Estados-membros do Conselho — Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Catar — se solidarizam com Abu Dabi e “apóiam todas as medidas que forem adotadas para preservar sua segurança, estabilidade e soberania”, sustentando que a segurança dos Emirados “é parte integrante da segurança coletiva” do grupo.
O Conselho do Golfo respondeu assim ao comunicado emitido na última hora da última quarta-feira pelo Ministério das Relações Exteriores iraniano, no qual o órgão dirigido por Abbas Araqchi condenou “ações destrutivas dos governantes de Abu Dabi em conivência com as partes hostis à República Islâmica do Irã, incluindo o fato de continuar abrigando suas bases e equipamentos militares” e alertou sobre “as consequências perigosas dessa situação para a paz e a estabilidade regionais”.
Nesse sentido, a diplomacia iraniana afirmou que “as autoridades de Abu Dhabi têm cooperado visivelmente com o agressor norte-americano”, em alusão à atividade militar dos Estados Unidos na região e ao bloqueio do estreito de Ormuz. Essa suposta colaboração dos Emirados foi qualificada por Teerã como parte de “uma abordagem contrária ao princípio da boa vizinhança, que viola os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas e ameaça a segurança e os interesses nacionais do Irã”.
“Apesar disso, a República Islâmica do Irã demonstrou a máxima moderação, agindo com responsabilidade e respeitando o bem comum da região”, argumentou ele na ocasião, rejeitando em seguida “as falsas alegações de Abu Dhabi sobre o suposto lançamento de mísseis e drones iranianos contra os Emirados Árabes Unidos”, cujas autoridades denunciaram na segunda-feira um ataque contra uma instalação petrolífera em Fujairah e outro contra um navio ligado à petrolífera Abu Dhabi National Oil Company (ANDOC) que transitava pelo estreito de Ormuz.
Por outro lado, o gabinete de Araqchi ressaltou que o “objetivo exclusivo” das “ações defensivas das Forças Armadas” iranianas era “repelir as hostilidades dos Estados Unidos” e não afetar os Emirados, embora tenha instado Abu Dhabi a “abster-se de continuar colaborando” com “os Estados Unidos e o regime sionista”, lembrando, ao mesmo tempo, que Teerã “não poupará esforços para adotar as medidas necessárias e apropriadas para defender seus interesses e sua segurança nacional”.
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