Europa Press/Contacto/Juan Carlos Hernandez
MADRID 25 jun. (EUROPA PRESS) -
Os líderes da oposição venezuelana María Corina Machado e Edmundo González pediram nesta quinta-feira apoio à comunidade internacional diante dos devastadores terremotos de magnitude superior a 7 na escala de Richter que ocorreram na Venezuela e que, até o momento, deixaram mais de trinta mortos.
A líder da oposição e Prêmio Nobel da Paz transmitiu “toda a sua força, fé e orações” aos “milhares de venezuelanos que estão nas ruas de Caracas, Vargas, Aragua, Carabobo, Yaracuy e Lara”, entre outros estados. “Eles foram forçados a deixar tudo para trás devido ao desabamento ou aos danos estruturais de suas casas”, lamentou ela em uma mensagem nas redes sociais.
“Compartilhamos a dor daqueles que vivem a terrível angústia de ter entes queridos desaparecidos. Fazemos um apelo urgente à solidariedade e à mobilização de todos os venezuelanos, dentro e fora de nossas fronteiras, e da comunidade internacional”, afirmou.
Além disso, pediu à população que fique “muito atenta às redes sociais para saber como canalizar o apoio da maneira mais eficaz”. “A emergência é crítica, a dor é infinita; cada hora conta”, alertou.
Por sua vez, González, que foi candidato às eleições presidenciais de 2024, afirmou que, no momento, há “poucas informações sobre as consequências dos terremotos”. “O que é certo é que não temos a capacidade de resposta que a Venezuela merece”, advertiu.
“As equipes de resgate, o sistema de saúde e a infraestrutura de comunicações chegam a esta tragédia já destruídos. Já dissemos isso antes. Agora isso fica visível para o mundo. A Venezuela vai precisar de apoio internacional. E vai precisar porque seu próprio Estado a abandonou”, enfatizou.
Anteriormente, González havia criticado a falta de informações por parte das autoridades. “Os venezuelanos que estão no exterior não conseguem saber se suas famílias estão bem. Os que estão no país não compreendem a magnitude do que aconteceu. A incerteza se transforma em mais uma camada de angústia, e não se trata de uma falha na rede: é o bloqueio sistemático e prolongado de informações que os venezuelanos estão enfrentando”, observou.
“O que se sabe é graças aos jornalistas nas ruas, com seus próprios celulares e seus próprios dados, determinados a contar o que veem. Estou muito atento, ao lado de cada venezuelano que aguarda notícias e ao lado de cada jornalista, dentro e fora do país”, esclareceu.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático